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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Carteira

Acho que a essa altura dá pra ver bem porque vinham me faltando histórias para escrever sobre: falta de vida. (pausa para o abraço)

Foi só trocar de trabalho e começar a faculdade que comecei a cometer vardomirices. E algumas delas bem enfáticas. Provavelmente o cansaço aliado ao pouco tempo de sono está causando alguns curtos nas minhas conexões neuronais, e eu estou bem mais sonso que de costume. Só para se ter uma ideia do que estou falando, outro dia roubaram meu GPS lá no campus. Isso per se não seria problema, não fossem as circunstâncias do delito: quando cheguei ao carro após a aula, ele não apenas estava destrancado como estava de vidros abaixados!  O ladrão não precisou sequer abrir a porta, bastou esticar o braço e levar meu senso de direç... digo, GPS e seu carregador de bateria com ele. E posso considerar sorte que o carro ainda estivesse lá!



Mas a pior da semana não foi essa. Fui ao caixa eletrônico para transferir um dinheiro de umas camisetas que a Patrícia comprou para mim pela internet. Tirei a carteira do bolso e dela o cartão, quando me deparei com uma questã: no netbanking, o número da conta dela está gravado, mas eu não o sabia de cor para fazer a transferência pelo caixa. Lembrei-me, então, de que em alguma mensagem registrada no celular ela já havia me informado este dado. Não querendo incomodá-la, comecei a verificar minhas mensagens, que iam carregando à medida que eu voltava nas datas. Passado um tempo, percebi que eu estava ocupando um caixa sem realmente utilizá-lo, de modo que afastei-me alguns passos para ceder o lugar a quem dele quisesse fazer uso.

Depois de alguns minutos recarregando velhas mensagens, chega uma nova, que fez com que toda a minha procura voltasse para o começo! Já de saco cheio de ficar rolando o "navegador" das mensagens, resolvi que não ia passar o dinheiro aquela hora porra nenhuma, eu ia era pra faculdade antes que me atrasasse. Fui guardar o cartão que estava na minha mão e... cadê a carteira? Olhei nos bolsos da frente, só o celular; nos de trás, apenas o documento do carro. Nos outros, não havia outros, da frente de novo, atrás de novo...

Aliás, esta é uma vardomirice coletiva: quando não encontramos algo onde deveria estar - digamos, numa gaveta - no processo de procurar acabamos abrindo aquela gaveta diversas vezes! Como se, de repente, o objeto perdido fosse saltar de algum esconderijo interno gritando "Ieié! Salcifufu!".

Neste ínterim, olhei para o caixa: nada. Distraído que estava, sequer sabia se alguém tinha chegado a utilizá-lo. Alguma coisa na minha memória acusou que, no momento que tirei o cartão da carteira, eu poderia tê-la deixado em cima de um suporte do caixa eletrônico; algo me dizia que era exatamente o que tinha acontecido. Perguntei ao guarda dentro da agência se alguém tinha deixado uma carteira ali, não tinha.

Percebe o absurdo desta situação? Eu posso ter sido roubado ali mesmo, na minha frente! A pessoa que achou a carteira pode tê-la levado embora, de dentro de um tribunal, sem despertar qualquer suspeita ou alarme, bem na minha cara; estava ali, mas distraído demais sequer pra que alguém cogitasse a possibilidade daquela carteira ser minha. Quase literalmente debaixo do meu nariz!

Fiquei momentaneamente desolado. Com minha carteira iam-se o cartão do estacionamento (eu teria problemas pra sair com meu carro de lá), a carteirinha da faculdade (teria problemas em entrar lá numa semana de prova), minha carteira de motorista (mesmo se eu saísse do estacionamento, estaria me arriscando a ser pego pela polícia), meu bilhete único (pra melhorar ainda mais as possibilidades do meu transporte), um pouco de dinheiro, um dos meus cartões de crédito e até minha carteirinha de vacinação (que me ajudou num sufoquinho que tive mês passado)! Eu conseguiria ir pra casa, pois um dos cartões eu tinha retirado da carteira, mas só de pensar no perrengue que seria resolver todos aqueles documentos, bateu desânimo.

Felizmente, demorei-me mais um pouco ali, impulsionado por uma injustificada esperança. Logo, vi uma moça conversar com o mesmo guarda pro qual eu tinha perguntado, tentando entregar um objeto de forma e volume semelhantes à minha carteira. E era.

Mas confesso que agora ando com um certo medo de acabar saindo na rua tendo esquecido de vestir a calça.

3 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  2. Mais sonso que de costume! Pode isso Arnaldo!?
    rsrs

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