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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Projeto Quadrinhos: MSP Novos 50

Está ocorrendo agora a 22ª edição da Bienal do Livro em São Paulo. Fui lá pra pegar o autógrafo do Carlos Ruas e ver se arrumava uma desculpa pra abordar o Fábio Coala.

O que eu não esperava era ver o grande Maurício de Sousa (acompanhado do escudeiro Sidney Gusman) em plena tarde de autógrafos!


Claro, nem por um minuto eu nutri esperanças de pegar uma assinatura dele. Eu tinha certeza de que tinha algum tipo de senha envolvida, e na hora que o vi, a fila já estava gigante. Fora a bagunça de flashes que a aglomeração de pessoas fazia com suas câmeras e celulares. Mas, mesmo assim, fiquei inspirado e fui comprar o lançamento responsável por aquela balbúrdia: o MSP Ouro da Casa. Porém, sapeando o estande da Panini, acabei por ver outro título relacionado, porém que me falou mais ao coração que a referida novidade: O MSP Novos 50.




Primeiras coisas primeiro: o projeto MSP 50 começou em 2009, idealizado pelo supracitado Sidney Gusman, em comemoração aos 50 anos de carreira do lendário Maurício de Sousa. A ideia é genial pela simplicidade: entregar os personagens nas mãos de 50 talentos dos quadrinhos para que apresentem suas próprias interpretações dos mesmos.

A ideia deu tão certo que eles resolveram prolongar o projeto. Após o MSP 50, vieram o MSP +50 em 2010, o MSP 50 Novos Artistas (ou MSP Novos 50) em 2011 e, neste ano, o MSP Ouro da Casa, que é uma edição feita pelos artistas que já trabalham na Maurício de Souza Produções, porém com liberdade de acrescentar seu toque pessoal às histórias.

Este último seria o meu alvo, pois tenho acompanhado a parte pública do andamento do projeto pelo @sidneygusman e ele parece ser um trabalho de excelência. Porém, como ia dizendo, ao bisbilhotar os outros títulos da franquia, deparei-me com a lista de autores do Novos 50 e lá vi: Will Leite, Leo Finocchi e Carlos Ruas!

Pois é, considerando que eu estava lá para personalizar meu novo livro dele, O Buteco dos Deuses (teremos outro post falando especificamente deste título), achei por bem levar este já-não-tão-novo título e deixar o Ouro da Casa pra mais tarde.



Mike Deodato Jr. e Rogério Coelho.

Não me arrependi. Se pudesse designar apenas uma palavra para este volume, eu usaria o verbete "primoroso". Um trabalho conjunto a cem mãos, que é uma excelente oportunidade de conhecer a visão que os grandes quadrinistas brasileiros têm dos personagens deste que é o grande bastião tupiniquim dos quadrinhos. Lendo este livro, é inevitável perceber a importância do trabalho do mestre Maurício, e em como ele influenciou praticamente a totalidade dos artistas nacionais, que acabaram por ter experiências muito próprias com estas personagens, agora já incluídos no imaginário mítico do Brasil.

Do cinismo nostálgico de Adão Iturrusgarai ao preciosismo artístico de Daniel HDR, é nítido o sentimento de honra e responsabilidade com aquelas singelas personagens que todos sentiram e transmitiram para o livro, na forma de histórias muito bem trabalhadas, com sensibilidade e humor que superam até mesmo o conteúdo normal destes artistas.




Will Leite

Se você tem pelo panteão do Maurício de Sousa a mesma reverência que eu e a grande maioria do entusiastas de quadrinhos, vale muito a pena ler este título. Definitivamente, este projeto adicionou novas cores à paleta genial que pinta os dias não apenas do bairro do Limoeiro, mas desde a fictícia pré-História de Piteco e Horácio ao infinito (e além) cosmo do Astronauta.


Aluir Amâncio e Will Leite.

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