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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Inglesamento

Toda vez que alguém puxa um "advertising" ou um "delivery" é a mesma coisa: lá vêm os puristas linguísticos reclamando dos anglicismos desnecessários e da submissão brasileira ao imperialismo cultural estadunidense.

E reclamam com razão. A língua portuguesa, com todas as suas idiossincrasias, tem uma riqueza  completamente distinta do inglês. O pessoal tirava muito sarro da Luciana Gimenez quando ela cometia aquelas concordâncias bizarras e esquecia termos em português, mas isso é perfeitamente justificável. Inglês é uma língua tosca de fácil, e a estrutura é muito diferente. Você começa a pensar em outro padrão, e é mais difícil voltar ao modo latino.


Claro, existem palavras no inglês que simplesmente não possuem um bom equivalente, uma boa tradução. Por exemplo, marketing. Não tem uma palavra em português para substituir este conceito adequadamente.

Outras trazem ainda implícitas ideias que deveriam ser incorporadas. Por exemplo, a palavra "drop": significa largar, derrubar (deixar cair), deixar (a pessoa ou coisa em algum lugar) ou ainda gota (rain drops falling on my head...). "You dropped the ball" seria o nosso "deixou a peteca cair". Não tem um bom equivalente direto. Por isso eu já incorporei o verbo "dropar": eu dou carona e dropo as pessoas nos lugares, eu dropo as chaves de casa no chão, já dropei cem mangos no caixa pra trocar (numa compra de oito reais), o monstro do WoW não dropa a merda do item que eu estou a cinco meses farmando (essa última eu não uso na vida real porque não tem muita utilidade prática. Mas, pra dar um exemplo: "minha mulher gosta de farmar umas pechinchas em lojas de roupas em liquidação").

Quando, porém, temos correspondentes bons para os significados, não há razão além do modismo para substituir palavras como "propaganda" ou "entrega em domicílio". Os mais radicais falam mesmo em Centro de Compras, mas aí é ir demais contra o uso e costume.

A solução pra este e outros disparates é simples: uma língua universal.

Blasfêmia! Herege! Torre de Babel! Bah!

O mundo podia adotar uma língua oficial, na qual todos os assuntos fossem tratados internacionalmente. Dessa forma, teríamos um mundo no mínimo bilíngue, o que seria ótimo para a cultura geral, e a comunicação transnacional ficaria muito facilitada. As línguas nacionais não se extinguiriam, elas continuariam a existir internamente, mas acabaria o problema de comunicação na ONU e nas relações diplomáticas, por exemplo. O cargo de tradutor seria desnecessário, e é uma máxima da teoria da comunicação: quanto mais intermediários, maior o ruído e menor o entendimento.

Se fosse por uma questão puramente populacional, o correto seria aprender mandarim, que é a língua mais usada no planeta: mais de oitocentos milhões de falantes. Todos na China, é verdade, o que faz com que, além de complicada, seja extremamente localizada, pouco servindo a nossos ideais de  universalização.

Voto pelo inglês: fácil, difundido e acessível. Inclusive, já até pensei em algumas equivalências geográficas que ficariam interessantes:

Estados

Minas Gerais: General Mines

Rio de Janeiro: January River

Sergipe: Tobejeep

Amazônia: Amazon.com

Piauíπ^i 

Rio Grande do Norte: North's Great River

Rio Grande do Sul: South's Greater River

Paraná: Tonah

Espírito Santo: Holy Crap

Mato Grosso: Thick Grass

Bahia: Bhay

Tocantins: Touchn'tins

Pernambuco: Legn'buco

Paraíba: Toeeba

Ceará: Ifoneplow

Amapá: Loveshovel

Acre: Error 404

Cidades:

São José dos Campos: Saint Joseph of Fields

São João da Boa Vista: Saint John of the Good View

Catanduva: Catchinggrape

Belo Horizonte: Nice Horizon

Campinas: Meadows (é impressão minha, ou até a tradução do nome da cidade ficou meio gay?)

Bauru: Ham & Cheese Sandwich

Ourinhos: Goldies

Registro: ID Please

Franca: Sincere

João Pessoa: John Person

Natal: Christmas

Londrina: Londonborn

Itaú de Minas: Hardrock of Chicks

Curitiba: Assholritiba

Porto Alegre: Gay Harbor (não é zueira! Pode olhar no dicionário!)

5 comentários:

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