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domingo, 15 de julho de 2012

Pocotó?!?

Você conhece o Meus Nervos?

Lendo sobre os causos de pacientes, muito provavelmente inspirados na vida real, lembrei de algumas situações pelas quais uma enfermeira conhecida passou quando trabalhava no prontossocorro.

(Quem inventou esse novo acordo ortográfico devia estar bêbado de um coquetel em que vai água da privada).

O primeiro hospital em que ela trabalhou era o mesmo onde trabalha meu tio, que é médico. Na semana em que ela foi contratada, ao chegar ao hospital para um plantão, ele deparou-se com uma cena que não tinha visto em décadas em que trabalhara lá: na entrada do prédio estava uma viatura de polícia. É que ela, conhecida por ter enorme paciência com gente folgada, sofreu umas bravatas e ameaças de um paciente ensandecido e não teve dúvidas: chamou a polícia e fez um B.O.


De fato, ela chamava os home com certa frequência, ao menos no início. Com o passar do tempo ela passou a evitá-los, não porque aprendeu a lidar com mais candura com os folgados, mas por conta do cabo Praga. O nome, na verdade, era Braga, mas tantas foram suas investidas e tão sem noção, que ela arranjou esta singela alcunha para ele.

Em outra ocasião, um pirralho de bicicleta atravessou a preferência e bateu na porta do carro dela, amassando-a. Mesmo quando errados, pedestres e ciclistas muitas vezes parecem achar que o trânsito deve guiar-se por sua soberana vontade; o moleque machucou a perna e ficou lá, praguejando e resmungando contra ela. Como ele batera o joelho, ela deu uma examinada e achou por bem levá-lo até o prontossocorro para uma radiografia. O moleque acorrentou a bicicleta a um poste próximo e então ela o conduziu de carro até o hospital. O pentelho foi xingando e marrentando até lá. Raio-X realizado, nenhum dano interno constatado pelo médico, curativo feito, ela foi saindo, quando o moleque exigiu:

- Agora você vai me levar de volta até minha bicicleta!

- Não vou, não. O que eu tinha que fazer por você eu fiz, que era prestar o socorro. Voltar lá agora é problema seu.

Mas a vez que eu mais gostei foi quando um motoqueiro estava lá, com a perna toda ralada, esperando pelo atendimento, quando ela passou pela sala, dando instruções à técnica de enfermagem. Ao vê-la, não se fez de rogado:

- Vem cá, minha enfermeirinha pocotó!

Ela parou de pronto, aguardou uns segundos para processar aquela insólita informação, virou-se nos calcanhares e questionou:

- O que você disse?

Imagino que surpreso pela confrontação, o motoboy hesitou:

- Hã... Hãããã....

- Saia daqui imediatamente.

- Mas eu estou esperando o atendim...

-Sai. Daqui. Agora.

- Mas faz meia hora que eu t...

- Ou você sai daqui, ou vou ter que falar pro segurança te tirar à força.

E lá se foi ele, mancando, com olhar de cachorro escorraçado pelo dono, enquanto o próprio amigo que o acompanhava dava risada da cara dele.

7 comentários:

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    1. Então. Eu tinha escrito todo o texto, depois que pensei em não identificar. Daí passaram algumas ratas.

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    2. Só que, agora, graças ao seu comentário, não adiantou nada corrigir. rs

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Espero que não se ofendam, mas terei que apagar seus comentários.

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