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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Limpadores de parabrisas

Mês passado eu fiz um curso de Illustrator e Photoshop no Senac.

No caminho para o curso eu passava por um semáforo que demorava a abrir. E era batata: toda vez tinha gente com baldinho e rodo oferecendo pra dar uma limpada no parabrisas em troca de umas moedinhas. Esses eram um pouco mais espertos do que eu estou acostumado: perguntavam antes de ir enchendo os vidros do carro de sabão. Assim, corriam menos risco de não levar um troquinho depois do "serviço" executado.

Aliás, taí uma ideia pra eles: joga o sabão no parabrisas e cobra antes de tirar. Que? Invasivo? Não mais que os flanelinhas. Hã? Não? Bom, segura o fulo nas calças aí, que eles não leem este blog.


Normalmente eram dois ou três de cada vez. A maioria saía de carro em carro mostrando os apetrechos e recebiam, via de regra, negativas gestuais. Só raramente alguém conseguia uma assertiva.

Numa sexta-feira, no entanto, estava uma dupla diferenciada no ponto. Era uma moça bem vestida, com um avental parecido com aqueles que se usa em lanchonetes, e um chapeuzinho tipo enfermeira, mas sem a cruz vermelha; e um rapaz com uma camisa polo lisa pra dentro, cinto e calça jeans com cara de nova. Pareciam funcionários do Mc Donald's. E o mais interessante: no tempo que eu fiquei no sinal, eles conseguiram três "lavagens" cada um.

Isso me fez pensar na importância de uma boa apresentação na hora de vender um produto. Dava a impressão de que a lavagem realizada por eles seria melhor, mais bem feita, mais garantida. Como somos enganáveis! Era a mesma porcaria inútil de sempre mas, vestida com uma roupagem chamativa, lustrava o produto, que brilhava e se destacava ante os olhos dos potenciais consumidores.

Também pensei que se até pra mendigar nego tá tendo que usar técnicas de marketing e publicidade, é porque a concorrência do mercado tá foda!

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