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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aliança digital

Já desisti do Lula há um tempo. Votei nele a primeira vez porque tinha horror à ideia do Nazgûl Serra, espectro maior, arauto do Três-Letras-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado.

Da segunda vez, votei porque achei que ele fez algumas melhorias siginificativas no social. Não ignorava as falcatruas, mas não eram nada diferentes do que tínhamos até então, e novamente pesava na guilhotina do Executivo uma lâmina pesada pra chuchu.

Analisando hoje, vejo que as tais melhorias resumiram-se em boa parte a assistencialismo eleitoreiro e papelização da qualificação profissional através do sacrifício da qualidade da Educação perante estatísticas maquiadas.


Independente disso, minha decepção com ele foi a de ver um homem surgido em meio à classe majoritária da população ascender ao cargo Executivo maior apenas para imiscuir-se oportunistamente ao podre meio político brasileiro. Com a aprovação popular que ele tinha, poderia ter peitado o Congresso e governado para o povo com apoio direto deste, jogando as intenções às claras e convocando as pessoas às vias (públicas, se necessário) de fato. Em vez disso, virou só mais um político, talvez a palavra mais pejorativa a qual se possa definir uma pessoa no brasileirês.

Por isso, não foi surpresa quando o vi apertando a mão de Maluf para angariar um minuto e meio de horário televisivo na campanha para a prefeitura de São Paulo. Tanto faz. Haddad já não tinha chance, foi apenas uma pá de cal numa previamente zumbificada campanha.

O que achei intrigante foi o lado do Engo. Paulo Salim. Já tendo ultrapassado seus oitenta anos de idade, com nula chance de eleger-se a qualquer outra coisa além de cargo legislativo, e tido como símbolo máximo de caradepau pela esmagadora maioria da população paulista, penso que ele quis mandar um recadinho a toda a nação brasileira, que durante suas oito décadas de vida sustentou à revelia quaisquer luxos e regalias que porventura o carismático e persuasivo político possa ter se aproveitado. Lula foi só um coadjuvante, um fantoche de dedo, um mero veículo de uma mensagem.

Mensagem esta que, na minha parca aptidão caricaturística, traduzo abaixo:



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