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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Niemeyer

Algumas vezes já parei pra pensar na razão pela qual comecei este blog, naqueles intuitos de autoanálise que, desde Freud, só servem pra acabar com a vida da gente. E, pelo menos até agora, a coisa mais próxima de uma resposta que obtive de mim mesmo é que a vida é, de fato, muito mais curiosa que a ficção.

Não sei se já falei em algum post anterior, mas sou um grande fã da Oficina dos Menestréis e seus espetáculos. A Oficina é um curso de teatro musical livre, voltado justamente para não-artistas; pessoas comuns, que desejam fazer parte de uma atividade cênica. Alguns de seus musicais são bem conhecidos fora do circuito mambembe, como o Noturno e o Vale Encantado, ambos de Oswaldo Montenegro. Outros nem tanto, mas com igual excelência, como A Mansão de Miss Jane e Lendas e Tribos.


Em algum momento da apresentação do musical Raul Fora da Lei, Raulzito, encarnado pelo veterano Rica, para ilustrar seu posicionamento político, contou uma história pitoresca sobre o mais famoso e decano arquiteto brasileiro.

Diz que Niemeyer, um simpatizante da filosofia comunista, estava sendo interrogado após sua prisão em 64. Em uma das perguntas, o policial questiona, após desfiar um inventário de seus bens: "Como você ganhou tanto dinheiro?"

Ora, estamos falando do arquiteto não apenas famoso pelo trabalho realizado em Brasília, como do profissional mais renomado nesta área do país. Reconhecido internacionalmente, Niemeyer é referência mundial em escolas de arte e arquitetura, e um dos projetistas mais requisitados e bem pagos do Brasil. E isto desde muito tempo, bem mais do que o @RealMORTE gosta de lembrar.

Diante de tão obtusa pergunta ante o óbvio ululante, mister Oscar respondeu talvez a única coisa que poderia ter respondido sem perder a dignidade:

"Dando o cu."

3 comentários:

  1. Pesquisando para o post, descobri que a história continua, mas eu não quis perder o punchline.

    Parece que o escrivão anotou no termo do depoimento: "(...) quando perguntado como havia auferido tantos resultados financeiros, o inquirido afirmou que praticando a pederastia passiva". Oscar recusou-se a assinar:

    - Eu não disse isso. Eu disse: "dando o cu".

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Ai, eu estava lá, ouvi a história, sabia o desfecho e, mesmo assim, morri de rir!!!

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    Respostas
    1. Ah, mas você não conta... é igual ao Marco Luque na propaganda no cinema. rs

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