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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Trio Bosta

Na postagem sobre a aula de vertebrados em que a Andréia encarnou o Freddie Krueger dos roedores, o Marc me lembrou uma outra história, um tantinho escatológica, que aconteceu também na faculdade.

Ele, Milana e eu fazíamos um semiestágio na Análises Clínicas. Ambos fizemos a disciplina de Parasitologia que o departamento oferecia, e ficamos lá por coisa de um ano, mais ou menos uma vez por semana, entrando em contato com as diferentes técnicas e exames de um laboratório de rotina.


Nosso orientador e professor era o Dr. Sérgio, um bonachão que, segundo as lendas locais, tinha tanta experiência em análise clínica que conseguia diagnosticar uma amostra a olho nu. De fato, baseado na aparência da amostra, ele sempre tinha uma noção prévia de qual seria o problema.

Ele nos ciceroneava pessoalmente. O movimento do laboratório de rotina era escasso pois, apesar de realizar exames gratuitos para a população, havia pouca procura, talvez pelo fato de a universidade ser um tanto afastada na cidade. Assim, nas primeiras vezes que íamos realizar algum procedimento, nós mesmos precisávamos fornecer as amostras, por assim dizer.

Como só nós três tínhamos interesse naquela parte, o Marc acabou nos apelidando de Trio Bosta. Lovely.

Bem, três colegas de curso entrando em contato com os humores corporais uns dos outros não é algo que acontece em toda turma, né? Como se havia de esperar, às vezes aconteciam algumas situações esdrúxulas, como a vez em que estávamos aprendendo a fazer o exame microscópico de urina, e o Dr. Sérgio encontrou espermatozóides na minha amostra: 

- Você esteve com sua namorada ontem à noite, né?

Eu não tinha namorada. =/

Fico com vergonha desse momento só de lembrar dele, sozinho. :#

Mas a situação que achei mais engraçada foi quando fomos aprender a rotina para exame de fezes. Apresentamo-nos com nossas amostras (SUMA, LEMBRANÇA DA COLETA!! SUMA!!! ARGH!!!), devidamente acondicionadas em seus recipientes. Dr. Sérgio pegou a do Marc (ou a minha, não lembro ao certo) e transferiu uma fração para o cálice de decantação. Ao notar que só uma parte do que já era apenas um pequeno fragmento era necessária, Milana se espantou:

- Mas só precisa desse tantinho?

Foi quando ela mostrou o potinho dela: a amostra estava toda compactada, e o pote estava lotado até a tampa!

Não gosto nem de imaginar o trabalho do caramba que ela deve ter tido pra fazer aquilo... hehehehe...

1 comentários:

  1. HAuHAuHAuHAuHAuAuAHAua, nosso Trio Bosta só se metia em situações como essas mesmo! Cheirar urina dos outros e determinar se era sui generis também não era nada agradável, diga-se de passagem! Agora, o potinho abarrotado da Milana realmente foi realmente SENSACIONAL.

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