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terça-feira, 24 de abril de 2012

Bebê a bordo

Hoje tomei um xingo no trânsito.

Estava bem eu descendo pela minha faixa na rua da Consolação, quando a moçoila que conduzia o veículo ao lado percebeu, já meio tardiamente, que sua faixa estava bloqueada pela CETESB. Não se fazendo de rogada, embicou à esquerda bruscamente. Felizmente, ela se lembrou a tempo de Newton e de sua incômoda Impenetrabilidade da Matéria. Fosse meu carro ao menos gasoso, ela poderia ter tido êxito em sua audaciosa manobra automobilística; como é sólido como todos os outros, ela viu-se obrigada a esperar que eu terminasse de passar.

O vidro estava fechado e a música ligada, mas ouvi um grito, algo que soou como: "bobão!". Quando ela me alcançou mais abaixo, novo grito, nova impressão sonora: "bobão!"

Ah, mas aquilo não ia ficar assim! Não deixei barato, não: mostrei minha língua pra ela.

Se a janela estivesse aberta, tê-la-ia chamado de feiosa cara-de-sapo.

Bobona.

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