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sexta-feira, 30 de março de 2012

Veríssimo




A moda tinha passado mas, com a chegada do Facebook, parece estar esboçando uma ressurreição: divulgação de textos do Luis Fernando Veríssimo ou do Arnaldo Jabor.


Quem nunca recebeu uma corrente com um texto assinado por uma destas personalidades? Nada contra, ambos escrevem muito bem. Tão bem, aliás, que 90% dos textos assinados por eles nos referidos e-mails simplesmente não foram escritos por eles.

Curioso, né? O advento da internet trouxe essa nova modalidade de pirataria. Antes, o que acontecia no caso de obras autorais como estas era o plágio: o cara assinava embaixo de um texto mais obscuro ou trecho de obra, que tivesse sido elaborado por algum nome consagrado, como se fosse seu. Não que isso não aconteça mais: até piada de Twitter e de tirinha de web comic já vi plagiarem na maior cara-dura.

Neste caso, é o oposto. Alguém escreve um texto engraçado e cativante mas, ao invés de assinar o próprio nome, chancela a rubrica da celebridade, como se aquilo fosse revestir sua crônica de credibilidade e interesse, de modo a se espalhar de forma rápida.

No caso dos tais e-mails contendo textos de "Luis Fernando Veríssimo", acho que o objetivo só poderia mesmo ser instigar o destinatário a passar a corrente pra frente, apoiado unicamente na popularidade do cronista. Afinal de contas, ler LFV é chique no úrtimo. Quem não passaria um texto divertido e inteligente, escrito pelo filho do seu Érico?

O que me intriga, no entanto, é o seguinte: se eu tivesse um texto capaz de convencer as pessoas de que foi escrito pelo Veríssimo, eu ia querer o crédito! Eu ia querer meu nome assinado em letras garrafais. Ia brigar se alguém dissesse que era de outra pessoa, ia registrar no cartório, sei lá!

O que eu sei é que este alguém está desperdiçando um futuro promissor como escritor mandando spam pela internet.


LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

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