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sábado, 31 de março de 2012

Na zona



Este desenho demanda uma pequena explicação: há alguns meses reuniram-se alguns indignados nativos de Itaú de Minas, minha cidade natal, e formaram um grupo de discussão no Facebook, que tem se mostrado verdadeiramente ativo na fiscalização das irregularidades que acontecem na administração pública local.


sexta-feira, 30 de março de 2012

Veríssimo




A moda tinha passado mas, com a chegada do Facebook, parece estar esboçando uma ressurreição: divulgação de textos do Luis Fernando Veríssimo ou do Arnaldo Jabor.

terça-feira, 27 de março de 2012

Secretária Eletrônica

Existem dois momentos cotidianos em que eu fico realmente tenso.

Um deles é quando, em algum jogo online ou fliperama, alguém entra contra. Putz, o bicho pega nessa hora. Fico nervoso de um jeito que só percebo quando a disputa acaba, geralmente no fim, quando estou ofegante, coração palpitando, a musculatura rígida e contraída e suor frio na testa. Minha adrenal é uma fanfarrona.

A outra é quando a ligação telefônica cai na secretária eletrônica. Não toda vez, claro. Normalmente, quando cai na caixa postal eu simplesmente desligo antes da mensagem finalizar. O problema é quando eu preciso falar com a pessoa, ou seja: vou ter que deixar recado.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Pra bicha


Barbeiros surdos... não imagino o tamanho do estrago que eles podem causar.

Casa do Pedrinho

Pra quem não entendeu a referência à "casa do Pedrinho" do post anterior.


Depois desse comercial, que falava "cocô" bem na hora que eu tava almoçando de frente pra televisão, nunca mais fui ao banheiro. Agora, eu vou à casa do Pedrinho.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Concurso

Prova de concurso.

Minha formação é em Biologia, mas esta não é minha profissão. Na verdade eu sou concurseiro profissional. Já ocupei três cargos públicos, nas três esferas: municipal, estadual e federal. Minha constituição genética me fez uma pessoa plácida e completamente antissocial. Como resultado, não tenho os ímpetos necessários para o empreendedorismo, e afundo como chumbo em entrevistas de emprego. Porém, minha tranquilidade é um grande trunfo em avaliações escritas, o que me fez escolher trilhar o caminho do funcionalismo público.

De concurso em concurso, já sou capaz até mesmo de avaliar as promotoras. Provas da VUNESP, por exemplo, são superficiais, cuja dificuldade reside nos rodapés de livros e pegadinhas pueris. A CESPE, em contrapartida, é o estilo de prova mais difícil: cada questão tem apenas duas alternativas, sim ou não; há uma quantidade monstro de questões, na ordem de cento e cinquenta, e cada questão respondida incorretamente anula uma resposta correta; questões não respondidas valem zero. A FCC costuma ter uma prova de Português muito difícil.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Show do Chico

Não tenho mais ânimo de ir ao cinema. Vejo os banners anunciando os filmes e até me interesso por alguns, mas prefiro esperar que saiam na TV ou em DVD.

Curiosamente, não é a preguiça que me tira o ímpeto. É a raiva. A raiva que eu vou passar, porque já é estabelecido como certo: vai ter sempre alguém conversando no cinema. Já desisti de tentar entender o que leva uma pessoa a pagar pra conversar durante o filme, um dinheiro que seria muito melhor aproveitado numa mesa de barzinho em cervejas e tiragostos. Eu simplesmente sou incapaz de compreender.

Pior ainda é no teatro. No caso dos filmes, o conversador atrapalha os assistentes. Mas no teatro, o colóquio afeta o espetáculo em si. Atrapalha os atores, a música, a direção de arte. O Antônio Fagundes fez até uma peça sobre isso, intitulada Sete Minutos.


quinta-feira, 15 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

A aventura começa


Depois de um longo inverno de desenhos, voltei a fazer minhas tirinhas. Pena que só quem jogue RPG vá entender, são voltadas pro público do Turma do Quiabo. Espero começar a postar em breve tirinhas próprias do blog, se assim permitirem o tempo, o vício e o ânimo...

Clique na imagem pra ver no tamanho original. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Roteiro esburacado: Fúria de Titãs (o novo)

Atenção: contém spoilers.

Nas cenas da luta contra o Kraken, já no fim do filme, Argos está um completo caos. Os fanáticos acabam por invadir o castelo e capturar Andrômeda, amarrando-a no altar para o sacrifício de costas para a cidade. Enquanto isso, o Kraken emerge e, imenso, começa a destruir tudo. Na histeria causada pelo aparecimento do monstro o rei de Argos, pai de Andrômeda, é assassinado em meio à multidão.

Perseu aparece, transforma o Kraken em pedra, tudo como mandava o figurino, exceto pelos destroços, que destroem o altar onde Andrômeda estava presa, fazendo-a cair ao mar. O herói se lança às águas e consegue resgatar a princesa. Na próxima cena, estão ambos deitados numa praia, dando a entender que se mataram de nadar pra chegar até ali.

Ao ver os navios do resgate se aproximando (considerando a confusão que tomou Argos, convenhamos: muito melhor que o SAMU!), a princesa e Perseu têm uma conversa mais ou menos assim:

- Você não vai voltar, não?
- Não, princesa.
- Argos precisa de um rei.
- Nah, sou muito melhor como homem. Você será uma ótima rainha para eles.

Agora, explique: se ela estava, ao melhor estilo Seu Buneco, amarrada "discosta", e ainda estava isolada naquela praia... 


COMO ELA JÁ SABIA QUE O REI TINHA MORRIDO???



P.S.: este filme foca na dualidade deus-homem do semideus protagonista. A toda hora que ele é convocado a agir como deus, atesta e reafirma que é e prefere ser homem. Certo? Pelo menos era isso que eu tinha pensado. Mas quando ele usa o mesmo argumento para recusar o trono, percebi que não era nada disso. Na verdade, Perseu é um desses gays enrustidos que precisam afirmar a todo momento, pra todo mundo: "Eu sou espada! Eu sou facão! Eu sou homem!!!"

Tá bom, Perseu. Continua repetindo e talvez vire verdade.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Empreendedorismo

Guanhães.

Morei lá quando dava aula em Virginópolis. Sim, é uma cidade. E "Virginópolis" também.

É uma cidadezinha de uns trinta e cinco mil habitantes no centro-leste mineiro. Fica no meio do nada. Não é perto de nada, nem caminho pra lugar algum. A única característica realmente marcante de lá é a quantidade de quebra-molas: da entrada da cidade até minha (então) residência eram uma bagatela de vinte e três. A quantidade de carro de lá não compensa tanto cimento gasto em lombada.

Dando aula na faculdade, sentia falta de uma biblioteca ou livraria, onde pudesse buscar material de referência pra passar aos alunos. Por conta disso, boa parte do que usava era do meu próprio curso, que provavelmente já estava bem defasado. Sim, lá tinha internet, mas compilar material da rede pode ser uma tarefa bem ingrata, dada a dificuldade em confirmar as fontes e a veracidade das informações.

Na real, a internet só servia mesmo pra copiar e colar trechos de trabalhos dos alunos no Google, pra descobrir de onde ele copiou e dar zero no plágio. Algo como 80% dos trabalhos.

Um dia, conversando com locais, descobri porque a cidade não tinha livraria. Na verdade havia, até pouco mais de ano antes de eu conhecer a cidade. E era até boa, segundo consta. Mesmo se não se pudesse achar algum volume lá, eles vendiam por encomenda, e os preços eram bons.

O negócio ia bem, bastante movimentado. Foi aí que baixou em alguém o espírito empreendedor. De porco empreeendedor. Uma reminiscência de algum suíno que estudou no SEBRAE. Estudou, mas não foi até o fim do curso. Observando a verde relva que crescia no jardim vizinho, abriram outra livraria. Não contente, abriram-na do lado da primeira.

O que aconteceu? A clientela se dividiu entre as lojas e, sendo o mercado de livros guanhanense insuficiente para manter duas livrarias, ambas vieram a quebrar em menos de um ano após a abertura da segunda.

Turuntun Tssss....

terça-feira, 6 de março de 2012

Trabalhando direito.

Funcionário público é o alvo preferido da lei de Murphy.

No meu setor, normalmente nós separamos o material, avisamos o setor solicitante e o de Transporte; usualmente, o Transporte, devido a questões logísticas, demora alguns dias para buscar o material quando a solicitação é feita na mesma cidade. (Cidades diferentes têm sua própria rota agendada). Por vezes também o meu setor, por razões escravísticas ou esquecísticas, demora um pouco a avisar que o material está disponível. Ou seja: geralmente o material demora alguns dias pra sair depois do pedido.

Esta semana tínhamos uma carga de sessenta condicionadores de ar para o Administrativo. Eram condicionadores usados, seminovos, que haviam sido enviados a Campinas no ano anterior. Como mudaram pra um prédio novo, com refrigeração central, ficaram redundantes e foram enviados de volta ao meu setor.


A necessidade do Administrativo era já antiga, de cinquenta unidades; deste modo, assim que foram descarregadas, já confeccionamos a remessa e comunicamos o Tranporte. No mesmo dia, foram feitas três viagens de furgão que liquidaram a entrega. E, embora a necessidade fosse de apenas cnquenta, enviamos todos pra deixar uma margem; afinal, eram usados, e alguns poderiam não estar funcionando adequadamente. Mas havia pelo menos dez ali que, se não fossem enviados, não faria diferença, desde que todos os que foram funcionassem.

No fim deste dia, o condicionador da nossa sala pifou. A gente poderia pegar um dos usados de Campinas pra repor. "Poderia", do verbo: "não dá porque foram rápido demais pro Administrativo".

É foda. Até quando a gente trabalha direito, trabalha errado.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Instituição abençoada

Banco.

O fato dos rudimentos desta categoria de empresa ter surgido em grupos ligados à igreja não muda um simples fato: banco não é de Deus. Meus amigos costumam referir-se ironicamente a banco como "a instituição abençoada".

Mas mesmo já tendo essa predisposição, ninguém está totalmente livre dele. Ninguém está imune a ser vítima.

Vítima do banco.

Essa aconteceu com o Gustavinho. Na faculdade, dinheiro contado, situação de cinto apertado. Pra poder beber sua cerveja vital, muitas vezes tinha que economizar em outras coisas, na sua maioria supérfluas, como comida e roupas.

Um dia marcaram um churrasco. Cada um contribuiria com seus dez reais. Ele estava liso, mas o dinheiro do mês chegaria exatamente no dia seguinte. Como proceder? Deixar de ir ao churrasco por causa de UM dia era uma puta sacanagem. Allan, então, dá uma sugestão salvadora:

- Por que você não tira no LIS?

LIS é o serviço de cheque especial do banco Itaú. Até então, Gustavo nunca tinha usado, e não sabia como proceder. Allan explicou:

- Olha, não sei se tem que fazer alguma coisa especial. Eu simplesmente tiro a grana no caixa eletrônico, e fica negativo lá até cair o dinheiro.

Bom, um diazinho de saldo devedor não mataria ninguém, né? O que Gustavo não sabia era que era necessário ativar o tal serviço na conta. Abençoadamente ignorante dos trâmites bancários, foi ele tentar tirar a grana do churrasco no LIS. Como não havia saldo, o caixa eletrônico informou: "Saldo Insuficiente". No entanto, um botão chamou a atenção: prometia um crédito pessoal imediato, ali mesmo no caixa eletrônico.

- Deve ser isso aqui.

Surge um campo a ser preenchido com um valor. Gustavo não titubeia: dez reais. A máquina recusa-se: "Valor mínimo: vinte reais."

- Uau, que banco legal! Querendo me emprestar até mais do que eu preciso! Tá melhor que pegar dinheiro emprestado com amigo.

Campo seguinte: data para início do pagamento. Gustavinho preenche: "Amanhã." A máquina novamente adverte: "Período mínimo: vinte dias."

- Puxa vida! Melhor que amigo nada, isso aqui tá melhor que pegar dinheiro com a minha mãe! Ela dá o dinheiro, mas depois fica perguntando onde eu vou gastar, quando que vou devolver, quer troco, etc... Banco legal esse!

"Quantas parcelas?" Bem, aí o brio estremeceu. Parcela pra pagar vinte conto? Pelamor, né? Não. Uma parcela só. Desta vez, o banco não fez objeção. Preenche a senha, dá o OK, entra em ação a contadora de notas e, logo em seguida, a impressora do comprovante. Ao ler o papelzinho, surpresa surpresa!

Taxa de juros não-sei quanto, IOF mais não sei quanto, mais não sei que taxa de serviço = valor total: 45 reais!

125% de acréscimo por um empréstimo de vinte dias. Ele ainda tentou argumentar com a máquina que não queria mais, não precisava, mas a máquina não quis nem saber: voltou pra tela inicial e fingiu que ele nem estava ali.

Só espero que o churrasco tenha sido muito bom.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Valtamirice

Lembram-se deste post?

Pergunta retórica, é claro que não lembram. Aliás, por isso que é um link, e não uma referência vaga: pra que vocês possam ir até lá e ler.

Pois então, aconteceu igual com meu colega de trabalho, o André. Ele entrou no banheiro e surpreendeu o Big Boss "tomando banho" na pia. Entretanto, ele foi mais vardomiro que eu: enquanto eu fiquei bem longe passando meu fio dental e saí fora rapidinho, André pediu licença, lavou as mãos e braços, e ainda usou o sabonete do chefe pra isso.

Fico só imaginando a cara do boss ==> Ò.ó

Quando eu contei pra ele que já tinha passado por algo semelhante, ele completou: "Ah, então isso não é uma vardomirice: é uma Valtamirice."