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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Grude

Já falei aqui antes: praticamente não assisto à televisão.

Mas de vez em quando, acompanho a esposa na morgagem do fim de semana, mais pra ficar aconchegado que pra assistir mesmo. Além disso, em casa se come na sala, com a telinha ligada. E, mais raramente, dá uma vontade irresistível de fazer nada, daí eu deito no sofá e assisto.

Eu e a patroa diferimos muito no comportamento diante da TV. Como em casa de aquela NET que permite que vejamos uma legenda com a programação de cada canal antes de trocar, é assim que eu zapeio: vou olhando as prévias, e quando vejo algo que me interessa, mudo. E fico até dar no saco, recomeçando o processo.

Patrícia não, é zapeadora mais profissional: ela muda o canal pro mais alto, e vai descendo metodicamente.

Como eu nem gosto de televisão, e a maioria das coisas que eu assisto a fazem ficar com aquela cara de ¬¬, ela fica mais com o controle do que eu. E este zapeamento já nos permitiu tirar uma conclusão sobre TV: tem programa que gruda!

Quando estou sozinho, grudam na tela séries que eu gosto (Two and a Half Man, The Big Bang Theory, Law and Order SVU, etc), desenhos idiotas (Simpsons, Family Guy, Padrinhos Mágicos) e filmes que eu não só já vi, como tenho em DVD (pra tristeza da patroa).

Mas existe todo um nicho de programas que grudam apenas quando estou assistindo com a Patrícia.

Primeiro, os filmes: Notting Hill e Como se Fosse a Primeira Vez. É batata. Entre almoços e pizzas, já assistimos a cada um destes umas cinquenta vezes, somadas as horas, porque é raro pegar do começo. E, quase sempre, o filme vai até o final.

Já os programas, estes variam com o tempo. Se fosse pra categorizar, seriam programas semi-reality que falam de assuntos os quais nem eu, nem Patrícia dominamos.

O primeiro da lista foi o Queer Eye for the Straight Guy. Era um verdadeiro protetor do botão de canal. A partir daí, todos os programas foram comparados e ele.

O próximo Queer Eye foi Extreme Makeover - House Edition, acho que invocava em nós instintos primitivos de destruição ao ver as escavadeiras destruírem a casa toda fudida pra construir outra no lugar. Aliás, na verdade isso não é makeover nem aqui nem na China. Tá mais pra makeother.

Teve também a fase do Sexiest, programa do E! Entertainment que faz um ranking com top 10 de alguma categoria, algumas bem bizarras, como "modelos da Victoria Secret" ou "atores que trabalharam com Alfred Hitchcock". Mas não durou. Na maioria das categorias, as bichas comentaristas falavam como se conhecessem a pessoa desde a infância, enquanto nós ficávamos com aquela cara de "e esse aí é o famoso quem mesmo?". E, mesmo quando conhecíamos as personalidades, costumávamos ficar frustrados com o resultado.

Kate Hudson não é a loira mais sexy nem no bairro dela, e isso porque não sei onde ela mora. E Paris Hilton é tão sexy quanto um manequim de loja sem a peruca. (embora na semana passada a eleita foi a Sofia Vergara, eleição com a qual fui obrigado a concordar...)

Tudo isso pra dizer que a bola-da-vez, além do Bradley Cooper, é o Kitchen Nightmare. Eu gosto do programa, embora ache bizarro os caras estarem na lama, chamarem um renomado cozinheiro pra consertar as coisas e depois ficarem brigando com ele por não gostarem das sugestões. Mas esse nome me deu uma idéia de ilustração, que eu queria postar no blog.

É isso mesmo: este post é apenas uma desculpa esfarrapada.


KITCHEN NIGHTMARE



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