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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Crusca

No post anterior eu comentei sobre o Manual Crusca de Economia em Combustível. Não, ninguém perguntou do que se tratava, os poucos leitores que acessam este blog já conhecem a história. Eu deixei o assunto propositadamente aberto pra dar deixa pro próximo post.

Crusca era um colega meu do mestrado, trabalhávamos no mesmo laboratório, com o mesmo orientador. Chegamos a morar na mesma república inclusive, por quase um ano. Faz um bom tempo que perdemos contato, mas ele era um cara muito bacana, me ajudou muito na época da conclusão da minha dissertação, quando eu trabalhava como professor de escola pública numa favela em São Paulo e mal tinha tempo pra preparar as aulas, provas, diários, etc.

Mas o homi era um pão-duro de marca maior. Muquiranagem era com ele mesmo. Tanto que, mesmo que a miséria que era a bolsa da CAPES, ele conseguiu comprar uma picape Corsa. A gasolina.

No estado de São Paulo álcool é bem mais barato que gasosa, quem tem carro Flex praticamente só coloca álcool. Pois bem, mas a picape do Crusca não era Flex. Quer dizer, não deveria ser. Mas, no fim, era. Crusca tinha o hábito de colocar "meio-a-meio" de gasolina e álcool. Entre aspas, porque essa "metade" era no quesito custo. E cinco reais de álcool dava, à época, o dobro do volume de cinco reais de gasolina.

Um dia, Crusca foi viajar pra sua cidade natal, Votuporanga. Já viciado pelo hábito, não teve dúvida: colocou os já usuais cinco mangos de gasolina, e completou com vinte mangos de álcool.

Obviamente que deu merda. Estourou a bomba de gasolina, que teve que ser trocada pela bagatela de 350 mangos.

Que beleza!

Claro que, chegando na república, recebeu a devida salva de palmas, e, pelo menos enquanto a república durou, era procurado com frequência pra dar dicas de Economia...

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