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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Brilhantismo

Muita gente considera a história da eleição do chefe dos órgãos uma piada. Eu não. Pra mim, ela é uma verdadeira parábola, um ensinamento, uma daquelas expressões que, em simples frases ou pequenos textos, carregam em si grande dose de sabedoria.

Onde eu trabalho há uma parada coletiva de fim de ano que vai do dia 20 de dezembro ao dia 6 de janeiro (lógico que é do ano seguinte, seu pleonástico. Aliás, pros chatos: do ano subsequente). Este ano, correspondeu quase que exatamente a três semanas.


Entretanto, os setores administrativos não param, pois antes do início das atividades do ano fiscal seguinte, há todo um procedimento para o fechamento do ano corrente e preparação para o próximo exercício.

Adivinha que tipo de setor é o que eu trabalho?

Claro, mesmo o Administrativo não tem o volume de trabalho normal no período do recesso. Assim, é feita uma logística local de rodízio de funcionários, de forma que não sejam pagos excessos de horas extras, nem os setores fiquem desguarnecidos. Cada setor monta o seu esquema de presença.

Meu setor tem quatro funcionários, e este ano o rodízio ficou assim:

Primeira semana

funcionário novo: trabalha
funcionário antigo: trabalha
eu: trabalho
chefe: trabalha

Segunda semana:

funcionário novo: trabalha
funcionário antigo: trabalha
eu: trabalho
chefe: trabalha

Terceira semana:

funcionário novo: folga
funcionário antigo: folga
eu: folga
chefe: trabalha

Não é genial? Meu chefe acabou de inaugurar um novo conceito de "rodízio".

Se ele fosse engenheiro da CET, o rodízio de carros em São Paulo seria assim: placas de 0 a 9 na sexta-feira.

E antes que achem que ele é mártir por trabalhar o tempo todo: ele só marcou de vir porque percebeu a tempo que o setor ficaria vazio, e todo mundo já tinha planejado as férias. E, se der algum pepino neste período, quem se ferra é ele. Além do quê, acredite, a melhor coisa que ele pode fazer pelo setor (durante o ano ou no recesso) é justamente não ir trabalhar. Em nenhuma outra circunstância as coisas funcionam tão bem quanto na ausência dele. 

Sem contar que, quando ele percebeu o esquema genial que ele tinha montado, começou a pilhar todo mundo na segunda semana pra deixar tudo pronto, porque "na semana seguinte eu vou estar aqui sozinho".

Mas já dizia o sábio filósofo Éder: burro aprende é pastando.

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