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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Perfume

O pessoal do trabalho costuma manter uma bolsinha com apetrechos de higiene, principalmente bucal, no trabalho. Meu chefe também tem uma, que fica na gaveta da mesa dele.

Chegamos ao trabalho, a sala estava com um cheiro subliminar estranho. Achamos que a moça da limpeza tinha trocado o desinfetante por um perfumado. Mais tarde começaram a consertar alguma coisa no banheiro do lado, também pensamos que pudesse ter algo a ver com o budum.

Não era bem budum, na verdade... era cheiro limpo, mas esquisito, pungente... manja?



Ele foi almoçar e, voltando, ao pegar sua bolsinha, percebeu que estava úmida. Ao abrir, descobrimos a origem do cheiro, que passou imediatamente a ser "sobreliminar": um vidro do perfume Cuba (aquele cujo frasco parece um charuto) que estava na tal necessáire havia se quebrado e estava vazando. Na hora que a bolsa se abriu, o líquido (que então devia estar só gotejando) derramou de vez: sobre a mesa, no chão, em alguns documentos... uma zona.

Chamamos a moça da limpeza pra ver se havia algo a fazer, e ela nos deu seu parecer técnico-profissional: “Ah, finalmente descobrimos de onde vem o cheiro!”. Isso porque a salinha dela fica a uns cinqüenta metros de distância. Falei pra ela: “Vai com fé, porque com álcool-gel isso não vai sair.” Ao que André sabiamente completa:

-É... fé demais.

E agora tamo aqui, no pesadelo da dona Coco Chanel, sentindo saudade da época em que fazia estágio no laboratório de análises clínicas.

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