Pesquisar este blog

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Melkzedek

Este post é pra agradecer ao meu gatinho, o Melkzedek. Melk, para os estranhos.

(Sim, estranhos. Dá muito trabalho ficar explicando e soletrando o nome inteiro dele, então já falo só Melk mesmo.)

Acho que o Melk merece um post, porque definitivamente ele é um gato vardomiro. Fofo, mas vardomiro:

- tem o dom de ficar sempre no lugar mais incômodo possível. Por exemplo, quando a Patrícia está estudando, com vários códigos e livros abertos na escrivaninha, ele sempre aparece pra deitar em cima dos manuscritos abertos. Não contente, ele sempre se larga exatamente naquele que ela precisa ler no momento! Se você está com pressa, ele chega a se enfiar debaixo do seu pé no meio de uma passada. Outros eventos comuns: inventa de sair do apartamento quando estamos com pressa, batente de uma porta que queremos fechar, dentro da pia cuja torneira queremos usar...

- Melk é um gato eloquente. Sim, ele conversa com a gente. Ele olha bem pro seu rosto e mia. E muitas vezes, dá pra distinguir os miados: quer comida, carinho, quer que a gente saia do lugar dele... Mas muitas vezes eu fico com a impressão de que ele está tratando de temas mais complexos, e fica frustrado por eu não entender gatês.

- gosta de ouvir elogios. Quando a gente faz carinho nele, se remarcamos que ele é bonito, garboso, etc, ele fica mais tempo. Quando a gente para de falar, ele para e zanzar em 8 e fica olhando pra nossa cara.

- Antes de ele completar um ano, quando eu ainda morava em Araçatuba, a trilha sonora que se ouvia em casa era algo como: Crash!!! miaaaau...

- Aliás, eu já devia esperar. Adotei o Melk porque ele e o irmãozinho foram abandonados; na época, trabalhava no Centro de Controle de Zoonoses. De uma ninhada de gatinhos bebês, ele era o único que subia na grade.

- também é um gato de hábitos. O lugar que ele fica, em cima do sofá, já formou um buraco no formato dele.

- é folgado: quando vou pra casa da minha mãe, ele já chega como dono do pedaço, pra tristeza da Glória (a gata da minha mãe). E, não contente, ainda a provoca o tempo inteiro, sem razão aparente senão a de torrar suas paciências. A amiga da máder disse que né pussivi um gato tão atentado, eu devo tê-lo criado em um laboratório de transgênicos. Quando estou deitado, ele passa por mim como se eu fosse um acesso aonde ele quer chegar. Ou uma almofada.

- o espetáculo Cats tem uma música unicamente relativa aos nomes únicos dos gatos. Acho que Melk é um gato Jellicle.

- Ele gosta de andar de elevador. Vai entender...

Comecei o post dizendo que o estava agradecendo. Isso é porque ontem, quando fui dormir, tive um trabalhinho pra tirar o edredon, porque (ainda não entendi o que ele fez) ele estava no meio da dobra. Mas, pelo menos, enquanto o resto da cama ainda estava fria, pelo menos o pedacinho onde ele estava, que ficou no meu pé, tava bem quentinho...

P.S.: Você achou o nome dele estranho? Então vai concordar comigo que é melhor mesmo eu não ter filhos, porque se eu tivesse um menino, ia se chamar Dmitri.

0 comentários:

Postar um comentário

Comente! Invente! Faça o Fex mais contente!