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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

NET

Você tem NET? Deve ter. Até pouco tempo atrás eles eram o único serviço de internet minimamente decente, pelo menos no estado de São Paulo.

Como assim "eram"? Hoje há outros igualmente bons? Não. Eles é que deixaram de ser minimamente decentes, e agora são uma porcaria como todos os outros. Aliás, a NET pode ser usada como exemplo em cursos de Gestão e Marketing.

Exemplo de como fazer merda.

Estávamos em casa eu e Patrícia, tranquilos e lampeiros, quando recebemos um telefonema da NET: eles ofereciam conexão de internet 10 Mbps (a nossa era de 3), mais um pacote de canais de televisão full HD (a nossa é digital, sem HD), por coisa de vinte mangos mensais a mais na conta.

Negócio da China, certo? Se achou, então é tão vardomiro quanto Patrícia e eu. Porque foi o que fizemos: dissemos sim. Malditas três letrinhas...

(Olha, muita gente fala mal das coisas negativas, usa estas palavras de forma pejorativa, mas reflita aí: quanto trabalho a menos você teria na vida se usasse mais e de forma mais precisa a palavrinha "não"?)

Começou no dia seguinte: a velocidade de conexão despencou. Quem assiste vídeos em streaming ou joga online sabe quão perceptível é a diferença entre uma boa conexão e uma ruim. Beleza, deve ser coisa da transição.

Três dias depois, o técnico que deveria vir instalar o decodificador da TV full HD não veio (ele apareceria, no máximo, frise-se bem, 48 horas depois de fecharmos o novo plano). Bem, como a internet continuava uma porcaria, queimamo o sabugo e ligamos lá. Eles informaram que estavam "em falta" do decodificador, e que seria instalado em 72 horas. (entre aspas porque experiências anteriores dão pista de que, na verdade, os incompetentes esqueceram é de informar o setor responsável sobre a visita do técnico.)

De qualquer modo, fodam-se os motivos deles. Não tenho nada a ver com vida ruim da NET. Mandamos desfazer o acordo, e voltar ao plano anterior.

Hahahaha. Como fomos inocentes...

No dia seguinte, de manhã, estava em outra cidade a serviço quando Patrícia liga, nervosa, porque a internet tinha caído e ela precisava mandar uns documentos urgentemente, e, para isto, tinha que acessar seus e-mails. E em casa, pois do serviço dela não conseguiria. Foi uma dor-de-cabeça. No fim, ela conseguiu resolver. À noite, tentamos as soluções óbvias (óbvias de tanto você ligar lá e eles mandarem você fazer): reiniciar o modem, tirar da tomada, verificar as luzinhas. Nada. Morreu o desgraçado. Liga pro suporte. A tonta que atendeu mandou a gente fazer todas as coisas que tínhamos feito, tentou isso, aquilo... uma hora e pouco de telefonema, e a conclusão: não dava pra resolver. Toca marcar uma visita técnica. Pra dali a dois dias.

Três dias sem internet.

Chega o dia, no fim de semana, o técnico vai, faz teste, faz sei-lá-o-que e declara o óbito do modem. Faz a troca por um que ele carrega e, agora, toca tentar habilitar o desgraçado. Após uma hora e meia de tentativas infrutíferas - isso mesmo! Nem mesmo os funcionários da NET conseguem falar com a NET - o rapaz, que parecia ser muito compromissado, disse que continuaria tentando, mas que tinha mais duas casas pra fazer no mesmo dia. Passou-nos seu celular pessoal, e disse que, se em meia hora não tivesse voltado a conexão, pra ligar pra ele.

Ficamos meio ressabiados. Já tinha acontecido de ir técnico da NET lá, dizer que a coisa começaria a funcionar dentro de uma hora, ir embora e necas.

Nem quinze minutos depois do técnico sair, toca o interfone: era o dito. Estranhamos, ele nos explicou: nosso modem não tinha morrido. Havia acontecido um erro e, no dia que mandamos voltar pro plano original, a NET simplesmente desabilitou nosso modem. Conversando com a mulher do atendimento, ela, por acaso, foi fazer uma consulta e constatou este ocorrido. No fim, colocou-se o MESMO modem de volta, e a internet (glória! aleluia!) voltou a funcionar.

Veio a conta deste mês, novo estranhamento: tava muito barata. Fomos verificar, tava lá: internet popular, a sessenta mangos a menos que a de 3 Mb. O que explica o lag que ficou no WoW mesmo após a volta da internet.

Agora resumamos os fatos:

- ELES ligaram pra oferecer o plano;
- plano este que não tinham condições de atender;
- os atendentes são retardados o suficiente para que você fale: "volte para o plano anterior" e eles entendam: "desabilite o nosso modem";
- não há um mínimo de organização na comunicação interna. Eles não marcaram a instalação do decodificador, não fizeram a devida migração de plano de internet, não atendem a seus próprios técnicos no local e ninguém conseguiu perceber a merda que tinham feito, não fosse o acaso da mulher resolver consultar o número do modem;
- mesmo quando consertaram, no fim, o fizeram que nem o nariz da mãe deles.

P.S.: Não ligamos mais pra tentar resolver o problema do plano de conexão. Estamos com medo de que eles acabem por cortar a energia elétrica do bairro inteiro por uma semana, ou coisa pior...

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