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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Guia da Folha *#*@&#♫

Vardomiros, cuidado!

Embora vardomirices sejam saudáveis e até necessárias para uma vida mais leve, seu uso indiscriminado pode causar problemas em cascata. Principalmente pros outros.

Outro dia Patrícia e eu tínhamos decidido ir ao cinema, ver o filme O Vencedor, que já estava pra sair de cartaz (o que já é uma vardomirice per se, esperar até a última hora). Olhando no site do Guia da Folha, vimos que estava passando apenas em três cinemas, poucos horários restantes. A melhor opção era o Frei Caneca, o horário e local mas próximos. Fomos ao shopping, e chegando lá... descobrimos que o site colocou o horário errado! O filme já tinha começado há quase uma hora quando chegamos lá.

Frustrados, resolvemos assistir de qualquer jeito, mesmo que em um lugar mais longe. Voltamos pra casa, vimos que estava passando também no shopping Bourbon - e confirmamos que o erro do horário do Frei Caneca foi, realmente, do site. Embora o filme só fosse passar dali a mais de duas horas, resolvemos aproveitar e comer antes, pegamos o carro e zarpamos.

Chovia torrencialmente.

(pequeno parêntese - já percebeu que alguns termos ficaram ligados a outros pelo uso comum, embora possam, em teoria, serem usados em várias circunstâncias? "Torrencialmente", só vejo ligado a chuvas, mas poderíamos falar, por exemplo, que a multidão de uma passeata estava torrencial, ou mesmo "mijei torrencialmente").

Descemos a Francisco Matarazzo, mas do lado oposto ao do shopping. Pra chegar lá, teríamos que fazer o retorno. Quando cruzamos a Pompéia, passamos por uma ligeira aquaplanagem. O trânsito estava lento, mas no tempo de dar a volta no quarteirão e cruzar a Pompéia novamente (e entrar no shopping), o nível do cruzamento alagou. Isso mesmo, a enchente estava esperando apenas a gente passar pro outro lado. O agente da CET tentava avisar os carros para não irem pr'aquele lado, mas a fila já tinha se formado. Foi um caos. Carros dando ré, subindo na calçada pra fugirem da água que subia, um transtorno.

Duas horas, uma marcha ré bem perigosa e três contramãos depois, conseguimos achar uma vooooolta que nos tirou da bagunça e desembocou, enfim, no shopping. A essa altura, nossa refeição de praça de alimentação já tinha virado um par de croissants malandros, que compramos num momento que ficamos presos em frente à entrada de um supermercado.

E o pior: chegamos a tempo de pegar o filme, mas os ingressos tinham-se esgotado.

¬¬


Toda essa celeuma porque alguém colocou o horário do filme errado no site de consulta.

Enfim, fica o recado: quer ser vardomiro, tudo bem. Mas faça seu serviço direito!

2 comentários:

  1. Aqui deveria se chamar blog do abraço: só leio desabafos! rs
    Muito bom o texto da chuva, ou seria de cinema? Mas pela minha experiência com a negatividade eu sabia que ia dar errado desde o momento em que palavras como chuva e São Paulo (não lembro de você citou o nome da cidade, mas estava implicito) passaram a fazer parte do texto. Quando li torrencialmente (e não se tratava da minha urina) aí que tive a plena certeza de que daria errado?! Não, mas sim de que vocês já se enquadravam no adágio que tanto prezo: "Burro tem que pastar".

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  2. "Burro tem que pastar" vai chamar é a minha auto-biografia... hehehehe...

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