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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dia de médico e dentista

Indo na onda dos materiais de divulgação vardomiros, ontem quem passou umas boas foi a Patrícia.

Ela marcou médico às onze e dentista às duas. Como não é muito longe de casa, ela programou um horário de saída pra chegar um pouco antes do horário. No dia anterior, já tinha anotado o endereço do consultório: Av. Xxxxxxx, 160.

O mau pressentimento já começou no táxi: o taxista não conhecia a rua pelo nome, ela teve que explicar pra ele onde era. Depois, teve que explicar como chegar na altura da tal avenida que ela queria, porque (depois que ele percebeu, no caminho, para qual rua estavam indo) ele não sabia qual dos lados era o "começo".

Lá chegando... não havia sequer um número 160. Havia um 158, um 170, mas não o número do catálogo. Ela tentou ligar pelo celular, mas o aparelho - que anda falhando, ultimamente - falhou! Tentou informar-se com um porteiro de um dos prédios próximos, mas o cara tava mais desinformado que ela. Insistia que devia ser um tal lugar, mesmo ela dizendo que já tinha passado lá, não era.

Já aconteceu com você? Pedir uma ajuda ou informação, pra se arrepender depois? Porque a pessoa, toda bem-intencionada, quer te ajudar, mas acaba te atrasando, e você fica sem-graça de sair no meio da "ajuda", justamente pela boa intenção da pessoa. É complicado.

Ele chegou a emprestar o telefone do prédio, mas no consultório não atenderam.

Não teve outra solução: toca voltar pra casa. Pega o táxi, esse (por sorte) bem mais rápido que o outro, em alguns minutos ela está em casa. Olha no catálogo, tá lá o endereço: Av. Xxxxxxx, 160. Puta-que-o-pariu... olha o número de internet: 680! Uma pequena diferença... Ela liga pra avisar do atraso e toca correr pro ponto.

Ao entrar no táxi, surpresa: é o mesmo taxista lerdo que acabara de levá-la da primeira vez. Poootz... Ela pede pra seguir pra tal avenida, ele comenta:

- Nossa, acabei de voltar de lá.
- É, o senhor foi me levar...

Rachaduras de bico depois, toca explicar de novo como chegar, pois a altura agora tinha mudado. Mais uma loooonga corrida, chega ela ao consultório, quarenta minutos atrasada. Não contente, ela ainda teve que esperar uma hora pra ser atendida, naquela tensão: "duas horas tem dentista... dentista às duas... será que vai dar tempo?.."

Você deve estar pensando: "mas se ela chegou 40 minutos atrasada, então tem que esperar mesmo, até surgir uma brecha pra encaixá-la". Nananinanão: a médica estava atrasada de qualquer maneira. Chegar quarenta minutos atrasada só encurtou a espera de uma hora e quarenta para "apenas" uma hora.

Uma consulta mal-humorada depois, pega o táxi novamente, chega ventando em casa, já atrasada, corre pro dentista. Dentista diferente, do novo plano odontológico. E o cara ainda me vem com a conversinha de que tinha que substituir TODAS as obturações (que a dentista usual costuma elogiar muito) e ainda tratar três "cariezinhas"... fantasmas, pelo jeito.

¬¬

Ou seja: ainda vai ter que voltar pra dentista antiga, particular mesmo, mas que é ética e não inventa tratamentos inúteis de um mês só pra enfiar a faca, seja no paciente, seja no plano.


P.S.: depois disso ela resolveu comprar um celular novo, e acabou se decidindo por um Iphone. A Apple deveria dar comissão desta venda à editora do material impresso da Amil...

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