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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vivendo o Vardomirismo

Eu sou muito bom para reconhecer vardomiros. O porquê disso?

Bom, primeiro que eu é que cunhei o termo, então eu é que defino o que é ou não vardomiro. Dã.

Mas a razão maior é que sou, eu mesmo, o maior de todos os vardomiros que conheço. Eu vivo o Vardomirismo a todo momento, podendo cometer vardomirices em série sem me cansar, pra desespero da minha mulher. E a qualquer momento. Nunca sei quando meu vardomiro interior vai se manifestar.

Pra você que ainda não entendeu o conceito: ontem era o dia do rodízio da minha placa em São Paulo. Como eu costumo deixar mochila e blusa no carro, peguei a chave pra poder pegá-las antes de ir pro trabalho. Lá, eu costumo deixar minhas coisas (carteira, celular, chave do carro) trancadas na minha gaveta, pois os volumes no bolso atrapalham o serviço. E, claro, não tem como eu esquecer a chave do carro, pois eu preciso dela pra ir embora.

Só que ontem eu não fui de carro.

E só descobri isso hoje, quando precisei da mesma pra ir pro trabalho.

domingo, 30 de outubro de 2011

A namorada do primo do Mingall

"Seu burro. Mingau se escreve com 'u'!!"

Calma, leitor acólito do prof. Pasquale. O Mingall a que me refiro não é o prato cremoso, mas ao meu amigo Mingall. Na verdade, ao primo dele, com quem aconteceu uma das histórias de relacionamento mais bizarras que já ouvi.

Por que os dois "l"? Porque é característica de vardomiro. Veja, por exemplo, a Turma do Quiabo: Dougllas, Israell, Matells... tem dois "l" no nome, pode saber que coisa boa não é. No mínimo, baba. Resta saber onde que estão os "l" do Gustavinho, porque o Éder não precisa: o sobrenome Amorim já diz tudo (não se preocupe: você precisa ser de Itaú pra entender esta referência).

O tal primo, entretanto, não mora em Itaú, embora tenha suas raízes parentais lá. Mas contemos a história direito, pra não ficar sem pé nem cabeça.

Em 1999 entrou para o curso de Imagem e Som (não, não é um curso universitário de jogo de mímica) Leonardo*. Boa pinta, bem apessoado, e bixo**, não deu outra: já se engraçou com uma veterana, a Mara.

A coisa ia naquela enrolação, fica ali, fica aqui, vai-se levando.

Um dia, desembarca na rodoviária uma mulher misteriosa. Alta, bonita, bem vestida. Clara, ela se chamava, embora seus objetivos ainda fossem obscuros. Pega um táxi e parte para o câmpus da Federal de São Carlos.

Na faculdade, noite de sexta, rolava o Palquinho, um evento semanal em que tocavam bandas amadoras, alunos da própria faculdade e quem mais quisesse arranhar uma musiquinha. Dirigindo-se para lá, nossa misteriosa moça procura pelos alunos de Imagem e Som, os maiores frequentadores do dito evento. Encontra Marcos, com quem trava conhecimento: afirma ser a irmã de Leonardo, cuja chegada já deveria ser esperada pelo dito, mas havia levado um bolo, e que não tinha as chaves da casa nem o endereço do irmão. Marcos, na inocência, conta a ela o provável paradeiro do rapaz (a casa de Mara), e, solícito, oferece-se para levá-la até lá.

Chegando ao local, a moça toca a campainha insistentemente e, quando Leonardo a atende, tal qual Clark Kent ao adentrar a cabine telefônica, sua verdadeira identidade é revelada: a namorada dele. Ela tinha vindo a São Carlos justamente porque desconfiava que ele a traía, e agora estava determinada a tirar satisfações com quem quer que fosse.

Daí, a coisa foi colina abaixo. Ainda fora da casa, iniciou-se uma discussão violenta, com direito a chute na caminhonete (que amassou a lataria) e paulada na cabeça do moçoilo com um pedaço de galho que ali perto encontrava-se. Clara estava claramente (hehehe) descontrolada. Lá dentro, Mara e outras três colegas de república entreouvem a discussão e se apavoram: quem era aquela maluca? Namorada? Putaqueopariu...

Assustadas com a violência da discussão, entram todas num dos quartos da casa, e lá ficam de olhos arregalados, até que os sons da briga cessam. Antes que o alívio se instale, porém, outro som mais ameaçador é ouvido: a porta da sala abrindo. A moça entra procurando: "Cadê ela? Cadê ela?", vocifera. Sai procurando pelos cômodos. Quando entra num quarto que percebe ser o de Mara, começa a jogar as coisas no chão, computador, o diabo. Babando de fúria, ela finalmente descobre o quarto trancado e começa a bater na porta.

Enchendo-se de coragem, Mara decide que aquela palhaçada tinha que acabar. Estufa o peito,escancara a porta e dá de cara com a fera, pelo menos quinze centímetros mais alta, vermelha de raiva e com sangue nos zóio. A moça a encara e pergunta: "cadê ela?"

O instinto de sobrevivência faz maravilhas com o raciocínio. Mais rápido que o pensamento, ao perceber que a louca ainda não conhece sua aparência, Mara vira para as três amigas (sem se dirigir a nenhuma especificamente) e manda: "Peraí, fica tranquila que ela não vai fazer nada!" 

Lá fora, agora cheia de razão, Mara passa uma descompostura na moça. Diz que o problema é dela com ele, não com a amante que, aliás, nem sabia que ele tinha namorada (o que era verdade). Que aquele comportamento era indesculpável, ainda mais porque as outras donas da casa nada tinham a ver com isso! Os tais quinze centímetros de vantagem na altura até sumiram. A mocinha encolheu, murchou, ficou sem-graça, tentou justificar, e saiu meio gaguejando para uma aliviada (e encharcada de suor frio) Mara.


No fim, até onde eu saiba, Leonardo e Clara se casaram e estão juntos até hoje; ele acabou por abandonar o curso no meio, mas não por conta do escândalo. Mara, por sua vez, já namorou um ator famoso, engatou uma bem-sucedida carreira e, pelo jeito, Léo foi apenas uma besteira da juventude.


Agora, o detalhe curioso dessa história é o seguinte: tendo o ocorrido ficado conhecido em toda a faculdade, fiquei um pouco bolado quando ouvi o sobrenome do dito: era o mesmo de um amigo de Minas, e um sobrenome bastante incomum. Em outra ocasião, minha mãe comentou algo sobre a tia deste mesmo amigo ter contado a ela que o filho também estudava em São Carlos. Ligando os pontos, só deu pra concluir que era o tal da história.


Claro que cumpri minha pequena parte nesta tragicomédia, que foi esclarecer os fatos para o Mingall, pois seu primo havia contado uma versão beeeeem diferente para a família... Assim, muitos sarros e gozações que, outro modo, teriam sido perdidos, acabaram por encontrar seu destino nas orelhas do Leonardo. Que, convenhamos: mereceu. rs

* Por envolver terceiros desconhecidos, nesta história os nomes estão trocados.
** Novamente, não é um erro ortográfico. Ao menos, não meu. Bixo, com "x", é referência ao calouro da faculdade, não a um animal.

sábado, 29 de outubro de 2011

Eleições

A primeira vez a gente não esquece. Principalmente quando ela vira matéria no Jornal Nacional.

Como bom cidadão que sou, só tirei meu título de eleitor aos 18 anos, porque fui obrigado.

(É, eu sei: "blá, blá, blá, votar é um direito e um dever de cidadania, blá, blá, blá...". Bom, foda-se o politicamente correto.)

À época, eu estava na faculdade e residia na cidade de São Carlos. E como bom azarado, cuja saída ao ar livre as chuvas sempre ficam esperando, obviamente que já fui "convidado" a ser mesário na primeira vez que fui votar. Entre aspas, claro, porque é facultativo, mas você que não apareça no dia pra você ver!

Você já foi mesário? Então, não é só aparecer lá no dia da eleição pra dar uma de cara-crachá (ou melhor, cara-documento de identidade com foto + título de eleitor). Um mês antes da birosca é preciso comparecer a uns dois ou três dias de reunião, onde te passam as importantes informações para a execução da complexa tarefa de operar uma urna eletrônica. Hein? Você tinha algo importante pra fazer no dia? Azar seu.

Depois dos exaustivos estudos necessários à completação (olha, reclama com o Michaelis do UOL, ok? Eu queria usar compleção) de tão difícil tarefa, chega o dia. Se é possível ter sorte dentro do azar, pelo menos eu trabalharia na mesma zona em que votava. Logicamente, nada funciona do jeito que treinaram você há um mês. Na hora, é o presidente da seção (tem gente que se orgulha de ser presidente de mesário) que organiza tudo, e cada lugar funúncia diferente do outro.

A experiência não é tão ruim, na verdade. Você até aprende algumas coisas interessantes do ponto de vista filosófico. Por exemplo: a paciência. Experimente, se puder: ajudar uma velhinha a usar a urna eletrônica sem entrar na cabine, uma vez que o voto é secreto, e sem cometer nenhum tipo de agressão (depois de uns quinze minutos, a velhinha conseguiu terminar a votação. Quando eu falei pra ela que já tinha terminado, ela retrucou: "Tá, agora eu quero votar pra governador.")

O lance com a velhinha, no entanto, não aconteceu neste dia, foi em outra ocasião. Na primeira vez que fui mesário a eleição era para a prefeitura. E o evento estranho aconteceu no fim do dia.

Eu tinha ficado pela primeira vez com uma moça no dia anterior, e tínhamos combinado de nos encontrar no domingo, depois da votação. Voltei pra casa, si arrumei, e segui pra casa dela. A pé, claro, estudante típico de Biologia. No caminho, uma estranha movimentação de viaturas de polícia com giroflex ligado. Andando pela avenida São Carlos, uma visão bizarra: um posto de gasolina estava todo detonado. As vidraças da loja de conveniência quebradas, as bombas tortas, um monte de mercadoria espalhada pelo chão... tinha uma concentração de viaturas ali mas, como já citei em outro post, minha prudência é muuuuuito maior que minha curiosidade, então segui meu caminho.

Chegando na casa da moça, ela faz uma cara de alívio. Estranho toda aquela história, ela me explica o que se passava: o candidato que estava em quarto lugar nas pesquisas, o tal Rubinho, tinha feito um acordo com seus cabos eleitorais: cada um receberia R$ 100,00 pelo dia de trabalho na boca-de-urna. Passada a eleição, e sendo Sanca City uma cidade pequena, a contagem dos votos foi rápida: como esperado, ele ficou em quarto. Cobrado pelos comparsas (é, fi, boca-de-urna é crime), ele se recusou a pagar, alegando que o combinado eram cem mangos SE ele ganhasse a eleição.

Obviamente os malacos não aceitaram. Os cerca de duzentos cabos eleitorais se enfureceram e partiram pra violência: destruíram e saquearam o posto de gasolina que pertencia ao candidato derrotado. Não satisfeitos, saíram em turba para destruírem os outros postos da rede. Um total de três postos de gasolinas foram completamente devassados, computadores destruídos, uma bagunça.

No dia seguinte, em meio a uma coletânea de notícias da eleição, tá lá Fátima Bernardes e William Bonner anunciando a ocorrência em uma cidade do interior de São Paulo.

Uns anos depois, instaurou-se um processo que fazia referência a este dia: aparentemente, Rubinho era um sonegador contumaz de impostos, e o Ministério Público suspeitava que toda a ação destrutiva fora, na verdade, planejada, com o objetivo de apagar arquivos e documentos que poderiam comprometer o ex-prefeito (é... o cara já tinha sido prefeito de São Carlos há umas eras). A última notícia que tive a respeito foi que o filho dele (que era deputado estadual) tinha sido preso, e ele estava foragido.

Essa nossa classe política não decepciona.

E, de toda essa zona, a lição que ficou pra mim foi: não precisa levar o título de eleitor pra votar. Basta comparecer com a identidade, que o vardomiro do mesário vai ser obrigado a encontrar o seu número no meio de dois cadernões enormes que têm o nome de todo mundo...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aula de escrotice

Dica infalível para ser considerado escroto por todos aqueles à sua volta (exceto outros escrotos): no trabalho, quando você tiver algum subordinado, dê-lhe uma catracada na frente de outros funcionários e visitantes, por causa de um erro que você cometeu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Jornalismo de primeira

"Coma (ou comatose) é o estado no qual uma pessoa perde completa ou parcialmente a consciência, não tem reações nervosas, ou reage pouco ou nada a estímulos externos.

- Os envenenamentos acidentais ou provocados, introduzem no organismo humano drogas que podem induzir ao coma, como os organofosforados, cocaína, álcool, etc."




Se algum médico ler isso, eu apreciaria uma explicação: como alguém morre de coma?


Seria o mesmo que dizer "fulano morreu de desmaio". Ou ainda: "fulano morreu de inconsciência".


¬¬


Decerto ela entrou em coma enquanto estava em pé, caiu e bateu a moleira.


Por isso eu digo: jornalistas são profissionais que são bem pagos para falarem publicamente sobre os mais variados assuntos os quais não entendem, e cujas opiniões e afirmativas são levadas mais a sério que as dos verdadeiros experts.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lista de e-mail

A internet é parte integrante da economia brasileira há pelo menos dez anos e, atualmente, pode-se dizer também crucial. Pense da seguinte forma: o que aconteceria com a sua vida se, amanhã, anunciassem o fim da internet? Provavelmente ia ficar bem difícil. Hoje, fazemos compras, movimentamos dinheiro, entretemo-nos, comunicamo-nos com entes distantes, conhecemos amigos e namorados, tudo pela rede mundial de computadores.

Navegar na internet não é exatamente difícil. Claro, existem vários níveis de aproveitamento, mas praticamente qualquer pessoa alfabetizada pode vir a se tornar familiarizada com atividades simples, como assistir a vídeos e participar de redes sociais. E enviar e-mails.

Certo?

Uma das primeiras funcionalidades da internet foi justamente o e-mail, a idéia de correio eletrônico. Mensagens na forma de  "alguma coisa @ alguma coisa ponto com" são o primórdio da comunicação direta entre pessoas pela rede. Depois, esta forma acabou por evoluir, surgiram listas de e-mails, programas do tipo outlook, etc.

E é por estas razões que ontem, ao abrir meu e-mail profissional, fiquei um tanto quanto preocupado: minha caixa havia sido lotada com mensagens pedindo a exclusão de uma determinada lista. Lista, aliás, a qual NÃO modero, mal-e-mal faço parte. A razão disso é que alguns membros a estavam utilizando para enviar mensagens sobre um assunto polêmico. Os discordantes, então, quiseram sair em massa. O problema é que, ao invés de escreverem para o moderador (que é a única pessoa com poder para fazer algo a respeito), mandaram mensagens pra lista toda. E assim já vão alguns dias em que minha caixa de entrada está sempre com dezenas de novos e-mails, que abro apenas para ler "por favor, excluam meu e-mail da lista".

Nem preciso explicar a encheção de saco que é isso, né? Meus e-mails com conteúdo importante ficam perdidos no meio do mar de inutilidades, que tenho que abrir uma por uma, para verificar os conteúdos.

Mas o pior desta história, a meu ver, não é isso. É que fazem parte desta lista TODOS os membros da instituição onde trabalho, e outros correlatos. Isso significa que, no meio dos remetentes imbecis que andam floodando a lista estão diretores, funcionários do alto escalão e... juízes e desembargadores.

Pode ser paranóia minha, mas eu não fico muito tranquilo sabendo que as pessoas responsáveis por resolver conflitos sociais de todas as ordens não conseguem usar um simples e-mail sem fazer merda.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dia de médico e dentista

Indo na onda dos materiais de divulgação vardomiros, ontem quem passou umas boas foi a Patrícia.

Ela marcou médico às onze e dentista às duas. Como não é muito longe de casa, ela programou um horário de saída pra chegar um pouco antes do horário. No dia anterior, já tinha anotado o endereço do consultório: Av. Xxxxxxx, 160.

O mau pressentimento já começou no táxi: o taxista não conhecia a rua pelo nome, ela teve que explicar pra ele onde era. Depois, teve que explicar como chegar na altura da tal avenida que ela queria, porque (depois que ele percebeu, no caminho, para qual rua estavam indo) ele não sabia qual dos lados era o "começo".

Lá chegando... não havia sequer um número 160. Havia um 158, um 170, mas não o número do catálogo. Ela tentou ligar pelo celular, mas o aparelho - que anda falhando, ultimamente - falhou! Tentou informar-se com um porteiro de um dos prédios próximos, mas o cara tava mais desinformado que ela. Insistia que devia ser um tal lugar, mesmo ela dizendo que já tinha passado lá, não era.

Já aconteceu com você? Pedir uma ajuda ou informação, pra se arrepender depois? Porque a pessoa, toda bem-intencionada, quer te ajudar, mas acaba te atrasando, e você fica sem-graça de sair no meio da "ajuda", justamente pela boa intenção da pessoa. É complicado.

Ele chegou a emprestar o telefone do prédio, mas no consultório não atenderam.

Não teve outra solução: toca voltar pra casa. Pega o táxi, esse (por sorte) bem mais rápido que o outro, em alguns minutos ela está em casa. Olha no catálogo, tá lá o endereço: Av. Xxxxxxx, 160. Puta-que-o-pariu... olha o número de internet: 680! Uma pequena diferença... Ela liga pra avisar do atraso e toca correr pro ponto.

Ao entrar no táxi, surpresa: é o mesmo taxista lerdo que acabara de levá-la da primeira vez. Poootz... Ela pede pra seguir pra tal avenida, ele comenta:

- Nossa, acabei de voltar de lá.
- É, o senhor foi me levar...

Rachaduras de bico depois, toca explicar de novo como chegar, pois a altura agora tinha mudado. Mais uma loooonga corrida, chega ela ao consultório, quarenta minutos atrasada. Não contente, ela ainda teve que esperar uma hora pra ser atendida, naquela tensão: "duas horas tem dentista... dentista às duas... será que vai dar tempo?.."

Você deve estar pensando: "mas se ela chegou 40 minutos atrasada, então tem que esperar mesmo, até surgir uma brecha pra encaixá-la". Nananinanão: a médica estava atrasada de qualquer maneira. Chegar quarenta minutos atrasada só encurtou a espera de uma hora e quarenta para "apenas" uma hora.

Uma consulta mal-humorada depois, pega o táxi novamente, chega ventando em casa, já atrasada, corre pro dentista. Dentista diferente, do novo plano odontológico. E o cara ainda me vem com a conversinha de que tinha que substituir TODAS as obturações (que a dentista usual costuma elogiar muito) e ainda tratar três "cariezinhas"... fantasmas, pelo jeito.

¬¬

Ou seja: ainda vai ter que voltar pra dentista antiga, particular mesmo, mas que é ética e não inventa tratamentos inúteis de um mês só pra enfiar a faca, seja no paciente, seja no plano.


P.S.: depois disso ela resolveu comprar um celular novo, e acabou se decidindo por um Iphone. A Apple deveria dar comissão desta venda à editora do material impresso da Amil...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Guia da Folha *#*@&#♫

Vardomiros, cuidado!

Embora vardomirices sejam saudáveis e até necessárias para uma vida mais leve, seu uso indiscriminado pode causar problemas em cascata. Principalmente pros outros.

Outro dia Patrícia e eu tínhamos decidido ir ao cinema, ver o filme O Vencedor, que já estava pra sair de cartaz (o que já é uma vardomirice per se, esperar até a última hora). Olhando no site do Guia da Folha, vimos que estava passando apenas em três cinemas, poucos horários restantes. A melhor opção era o Frei Caneca, o horário e local mas próximos. Fomos ao shopping, e chegando lá... descobrimos que o site colocou o horário errado! O filme já tinha começado há quase uma hora quando chegamos lá.

Frustrados, resolvemos assistir de qualquer jeito, mesmo que em um lugar mais longe. Voltamos pra casa, vimos que estava passando também no shopping Bourbon - e confirmamos que o erro do horário do Frei Caneca foi, realmente, do site. Embora o filme só fosse passar dali a mais de duas horas, resolvemos aproveitar e comer antes, pegamos o carro e zarpamos.

Chovia torrencialmente.

(pequeno parêntese - já percebeu que alguns termos ficaram ligados a outros pelo uso comum, embora possam, em teoria, serem usados em várias circunstâncias? "Torrencialmente", só vejo ligado a chuvas, mas poderíamos falar, por exemplo, que a multidão de uma passeata estava torrencial, ou mesmo "mijei torrencialmente").

Descemos a Francisco Matarazzo, mas do lado oposto ao do shopping. Pra chegar lá, teríamos que fazer o retorno. Quando cruzamos a Pompéia, passamos por uma ligeira aquaplanagem. O trânsito estava lento, mas no tempo de dar a volta no quarteirão e cruzar a Pompéia novamente (e entrar no shopping), o nível do cruzamento alagou. Isso mesmo, a enchente estava esperando apenas a gente passar pro outro lado. O agente da CET tentava avisar os carros para não irem pr'aquele lado, mas a fila já tinha se formado. Foi um caos. Carros dando ré, subindo na calçada pra fugirem da água que subia, um transtorno.

Duas horas, uma marcha ré bem perigosa e três contramãos depois, conseguimos achar uma vooooolta que nos tirou da bagunça e desembocou, enfim, no shopping. A essa altura, nossa refeição de praça de alimentação já tinha virado um par de croissants malandros, que compramos num momento que ficamos presos em frente à entrada de um supermercado.

E o pior: chegamos a tempo de pegar o filme, mas os ingressos tinham-se esgotado.

¬¬


Toda essa celeuma porque alguém colocou o horário do filme errado no site de consulta.

Enfim, fica o recado: quer ser vardomiro, tudo bem. Mas faça seu serviço direito!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Identificador de chamadas

Desde a popularização do celular, uma atitude sempre me incomodou, desde que comprei o meu primeiro aparelho: ligação sem número identificado.

Que razões alguém teria pra não querer que a pessoa para quem está ligando não saiba, de antemão, com quem ela vai falar? Medo de ela não atender? Isso é uma invasão, não é? Não temos mais a prerrogativa de escolher com quem queremos falar?

Outros motivos que consigo imaginar pra bloquear a identificação: trote, golpe do sequestro, telemarketing, etc. Não é muito animador...

Tem coisa mais paia que verificar seu celular e ver 3 ligações perdidas sem número pra retornar? Só aqueles recados na secretária eletrônica onde só se ouve o ruído de fundo, sem voz. Muito ruim.

Eu nunca atendo a ligações não-identificadas. Por isso, se você tem meu número de celular na sua lista de emergência, melhor manter o bloqueador desligado. Vai que...

sábado, 15 de outubro de 2011

Itaú

Do tupi: ita-ur - pedra dura. Ou "pedra preta", mas acho a primeira tradução mais adequada, uma vez que a cidade fica do lado de uma enorme pedreira. Aliás, o Cimento Itaú é de excelente qualidade, talvez já até tenha ouvido falar.

O problema de ter nascido lá é ter que passar por diálogos como:

- De onde você veio?
- De Itaú.
- Que agência?

Ou pior ainda:

- Qual o seu nome?
- Fernando.
- E de onde você é?
- Itaú.
- Ah! Prazer, sou a Eliana, de Bradesco.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pepsi

Parece que a Pepsi têm publicitários com baixa auto-estima. Dê uma olhada no slogan deles nesta geladeira:



Já viu propaganda mais vardomira? Fala sério, sabe quando é que se ouve esta pergunta? Quando você pede uma COCA-COLA no restaurante ou lanchonete.

(E não, amigão, não pode ser Pepsi. Nem Kuat. Guaraná é Antárctica.)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

NET

Você tem NET? Deve ter. Até pouco tempo atrás eles eram o único serviço de internet minimamente decente, pelo menos no estado de São Paulo.

Como assim "eram"? Hoje há outros igualmente bons? Não. Eles é que deixaram de ser minimamente decentes, e agora são uma porcaria como todos os outros. Aliás, a NET pode ser usada como exemplo em cursos de Gestão e Marketing.

Exemplo de como fazer merda.

Estávamos em casa eu e Patrícia, tranquilos e lampeiros, quando recebemos um telefonema da NET: eles ofereciam conexão de internet 10 Mbps (a nossa era de 3), mais um pacote de canais de televisão full HD (a nossa é digital, sem HD), por coisa de vinte mangos mensais a mais na conta.

Negócio da China, certo? Se achou, então é tão vardomiro quanto Patrícia e eu. Porque foi o que fizemos: dissemos sim. Malditas três letrinhas...

(Olha, muita gente fala mal das coisas negativas, usa estas palavras de forma pejorativa, mas reflita aí: quanto trabalho a menos você teria na vida se usasse mais e de forma mais precisa a palavrinha "não"?)

Começou no dia seguinte: a velocidade de conexão despencou. Quem assiste vídeos em streaming ou joga online sabe quão perceptível é a diferença entre uma boa conexão e uma ruim. Beleza, deve ser coisa da transição.

Três dias depois, o técnico que deveria vir instalar o decodificador da TV full HD não veio (ele apareceria, no máximo, frise-se bem, 48 horas depois de fecharmos o novo plano). Bem, como a internet continuava uma porcaria, queimamo o sabugo e ligamos lá. Eles informaram que estavam "em falta" do decodificador, e que seria instalado em 72 horas. (entre aspas porque experiências anteriores dão pista de que, na verdade, os incompetentes esqueceram é de informar o setor responsável sobre a visita do técnico.)

De qualquer modo, fodam-se os motivos deles. Não tenho nada a ver com vida ruim da NET. Mandamos desfazer o acordo, e voltar ao plano anterior.

Hahahaha. Como fomos inocentes...

No dia seguinte, de manhã, estava em outra cidade a serviço quando Patrícia liga, nervosa, porque a internet tinha caído e ela precisava mandar uns documentos urgentemente, e, para isto, tinha que acessar seus e-mails. E em casa, pois do serviço dela não conseguiria. Foi uma dor-de-cabeça. No fim, ela conseguiu resolver. À noite, tentamos as soluções óbvias (óbvias de tanto você ligar lá e eles mandarem você fazer): reiniciar o modem, tirar da tomada, verificar as luzinhas. Nada. Morreu o desgraçado. Liga pro suporte. A tonta que atendeu mandou a gente fazer todas as coisas que tínhamos feito, tentou isso, aquilo... uma hora e pouco de telefonema, e a conclusão: não dava pra resolver. Toca marcar uma visita técnica. Pra dali a dois dias.

Três dias sem internet.

Chega o dia, no fim de semana, o técnico vai, faz teste, faz sei-lá-o-que e declara o óbito do modem. Faz a troca por um que ele carrega e, agora, toca tentar habilitar o desgraçado. Após uma hora e meia de tentativas infrutíferas - isso mesmo! Nem mesmo os funcionários da NET conseguem falar com a NET - o rapaz, que parecia ser muito compromissado, disse que continuaria tentando, mas que tinha mais duas casas pra fazer no mesmo dia. Passou-nos seu celular pessoal, e disse que, se em meia hora não tivesse voltado a conexão, pra ligar pra ele.

Ficamos meio ressabiados. Já tinha acontecido de ir técnico da NET lá, dizer que a coisa começaria a funcionar dentro de uma hora, ir embora e necas.

Nem quinze minutos depois do técnico sair, toca o interfone: era o dito. Estranhamos, ele nos explicou: nosso modem não tinha morrido. Havia acontecido um erro e, no dia que mandamos voltar pro plano original, a NET simplesmente desabilitou nosso modem. Conversando com a mulher do atendimento, ela, por acaso, foi fazer uma consulta e constatou este ocorrido. No fim, colocou-se o MESMO modem de volta, e a internet (glória! aleluia!) voltou a funcionar.

Veio a conta deste mês, novo estranhamento: tava muito barata. Fomos verificar, tava lá: internet popular, a sessenta mangos a menos que a de 3 Mb. O que explica o lag que ficou no WoW mesmo após a volta da internet.

Agora resumamos os fatos:

- ELES ligaram pra oferecer o plano;
- plano este que não tinham condições de atender;
- os atendentes são retardados o suficiente para que você fale: "volte para o plano anterior" e eles entendam: "desabilite o nosso modem";
- não há um mínimo de organização na comunicação interna. Eles não marcaram a instalação do decodificador, não fizeram a devida migração de plano de internet, não atendem a seus próprios técnicos no local e ninguém conseguiu perceber a merda que tinham feito, não fosse o acaso da mulher resolver consultar o número do modem;
- mesmo quando consertaram, no fim, o fizeram que nem o nariz da mãe deles.

P.S.: Não ligamos mais pra tentar resolver o problema do plano de conexão. Estamos com medo de que eles acabem por cortar a energia elétrica do bairro inteiro por uma semana, ou coisa pior...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Serra

Funcionário público é foda.

Muitas peças do depósito onde trabalho, principalmente as que vão nas estruturas dos prédios, vêm do fornecedor brutas: blocos ou colunas grandes, que são partidos em diferentes tamanhos, de acordo com a necessidade.

Ontem precisávamos mandar um acabamento de alumínio em U para divisórias, que vêm em peças de 6 metros de comprimento. Fizemos umas contas e vimos que, pra caber na van, teríamos que cortar as peças à metade. Pois bem. Ligamos para o setor de apoio, que coordena os funcionários da terceirizada, que são os que realizam este tipo de serviço. O supervisor atendeu e disse que logo traria a ajuda que precisávamos.

Dez minutos depois, o fanfarrão me deixa uma sacola de pano em cima da mesa e sai, sem dizer palavra.

Dentro da sacola tinha... uma serra.


¬¬

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A partir de

Quando estou comprando roupas, nada mais irritante que a comuníssima expressão "a partir de".

Será que alguém procurando numa gôndola com a plaquinha "a partir de 39,90" vai levar uma blusinha de 250 conto? Duvido.

Porque, a rigor, "a partir de" é um sinal matemático de conjunto semi-aberto. Ou seja: começa naquele preço e termina no infinito. Em teoria, se houver ali uma peça de roupa do preço de um automóvel, ninguém pode reclamar.

Ou seja, "a partir de" significa absolutamente nada.

domingo, 9 de outubro de 2011

Casamento diet

É comum a idéia de que, após se casar, o homem engorda. Por que isso?

Será que, com a idéia de compromisso firmado, o cara poderia se acomodar com a mulherzinha garantida ali, ao seu lado, e relaxar no cuidado? Não creio: homem não costuma cuidar de peso independentemente de ser solteiro ou casado. Os que cuidam, continuam cuidando.

Nos antigamentes, até dá pra entender: a mulher ficava por conta de cuidar das tarefas domésticas, cozinhava bem, o cara, confortável em casa, se refestelava na comidinha caseira da patroa, e assim seguia se esfarfando sempre.

Mas e hoje? As mulheres são profissionais dedicadas e ocupadas, e, no mais das vezes, não há tempo para nenhum dos dois cozinhar. Acaba-se comendo fora, para não perderem o pouco tempo que têm pra passarem juntos. Qual a desculpa, então, pro sujeito cultivar o pânceps?

Eu vou falar da minha tese: mulher sempre pede mais comida do que consegue comer, e você acaba sempre terminando os pratos dela... rs

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Versões

Depois da criação da Barbie, os fabricantes de brinquedo tiveram uma grande sacada (pra eles, claro): ao criar diferentes roupas e acessórios para uma mesma boneca-base, eles criavam uma miríade de brinquedos diferentes sem que, pra isso, tivessem que criar uma forma diferente pra cada um. Daí surgiram as diversas Barbies: bailarina, esportista, secretária, executiva, prost... quer dizer, baile de gala, etc.

Também podemos lembrar do Windows: versão básica, versão profissional e versão avançada, cada uma pra um tipo de usuário diferente, usando o mesmo programa, mudando apenas as permissões de uso dos recursos.

Ontem meu chefe foi trabalhar de terno. Preto, camisa preta e gravata amarela. Um charme. Só faltou a cartola, o monóculo e o guarda-chuva pra encarnar de vez o Pinguim, inimigo do Batman.

Não obstante, porém, a aparência de orador de velório, o mais curioso, na verdade, é a mudança no colóquio. Ele fala de forma diferente, dependendo de como ele está vestido. Em dia de terno, até a coluna dele fica mais reta.

Como assim? Vou dar um exemplo:

Terno e gravata – modo DeLuxe:
- O senhor poderia, por obséquio, depositar a mercadoria solicitada em prazo hábil previamente tratado? Caso contrário, outra opção não teremos senão a de aplicar as sanções contratualmente previstas.

Camisa de botão: modo Plus:
- Amigo, você precisa entregar esse material logo, porque eu tô precisando. Se a gente não chegar a um entendimento, vou ter que acionar o setor de contratos, que vai aplicar a multa.

Camiseta e calça jeans: modo Standard:
- Porra! Caralho, não vai entregar essa bagaça não? Que merda, meu, entrega logo essa desgraça, senão vou mandar o setor de contrato colocar na sua bunda!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Podcast - Cavaleiros do Zodíaco


Cavaleiros do Zodíaco. Aqueles que não são nem cavaleiros, nem do zodíaco, comemoram 17 anos desde sua estréia na finada rede Manchete. A Turma do Quiabo não poderia deixar de prestar esta justa homenagem (pfff) ao desenho que modificou uma ger... ah, a quem estou tentando enganar? Este desenho não mudou a vida de ninguém!

Se gosta de ouvir gente falando potoca sobre assuntos inúteis, clica aí.

Trânsito Paulista

Após alguns anos dirigindo pelas estradas e ruas paulistas, é possível fazer algumas observações interessantes sobre o trânsito daqui...



Apesar dos pedágios serem caros, é fato que as estradas daqui têm o asfalto muito bom, no geral. Além disso, são, via de regra, retas: poucas curvas, e brandas. E geralmente são duplicadas, com muitas pistas. Ao contrário, por exemplo, das pistas de MG: as curvas são cotovelos, muitos morros íngremes, os asfaltos são péssimos, com raríssimas pistas duplicadas. Lá, todo cuidado é pouco: se você entra um pouco mais rápido numa curva na descida, pode ser jogado pra fora da estrada ou rodar. Ou seja: pra acidentar-se em São Paulo, você precisa fazer uma pusta de uma merda. E, como o trânsito vive parado por causa de acidente, podemos concluir: tem corno em excesso dirigindo em São Paulo.

Acontece muito: na saída de São Paulo, o tráfego é, usualmente, mais pesado, e costuma ir diluindo à medida que você se afasta da cidade. E, embora movimentado, o trânsito flui a boa velocidade, dada a largura da pista; dá pra ir quase no limite da velocidade de 120 Km/h, que não é exatamente devagar. Aí, passa algum maluco, geralmente um carro grande e potente, com complexo de moto, e vai costurando perigosamente entre as pistas, trançando entre os carros. Você segue cuidadosamente nos seus 110, 115 por hora, e o número de carros vai diminuindo, até que, lá na frente, você passa pelo mesmo corno que se achava o Schumacher, andando a 80 por hora com a pista inteiramente livre pela frente. Deve ser viciado em adrenalina.


Sair cantando pneus ou buzinando apenas pra mostrar quão legal é o seu carro é atitude de corno, que precisa chegar em casa fazendo barulho pra dar tempo do Ricardão se pirulitar.
Paulista tem mania de inglês: gosta de trafegar pela esquerda. Se você anda pelas estradas paulistas, observe: a pista está livre e o corno está andando a 70 por hora na pista da esquerda... e ele só sai da sua frente quando você está na rabeira dele e já teve que diminuir. Se seu carro for 1.0, isso sempre vai acontecer numa subida. Sempre. É também possível observar que, em dias de trânsito, compensa mais andar pelas pistas da direita (mesmo sendo errado ultrapassar por ali :P), porque se formam filas quase paradas na pista que seria a de velocidade.

Motoqueiros são cornos que merecem o inferno. Simples assim.


Em São Paulo, há os mais diversos motivos para o trânsito estar lento: acidente, carro parado, obra, atuação da CET, etc. Mas, mesmo sem isso, no mais das vezes o tráfego fica lerdo sem nenhum motivo aparente. Por que isso? Minha tese é a seguinte: sabe aquele cara que demora uns 10 segundos pra partir depois que o semáforo abre? Aquele corno que muda de faixa de repente, obrigando a pessoa a frear deuma vez pra não bater? Mudanças de direção forçadas, fazendo um carro ficar um tempão de pisca-pisca ligado, interrompendo uma faixa? Ou aquele projeto de corno descendo uma ladeira de skate ou bicicleta, ocupando toda a extensão da pista? Coletores de papel? Então, estas coisas e muitas outras, devido ao grande número de carros, têm uma grande chance de estarem ocorrendo simultaneamente, e mesmo repetidamente. Junte-se então, todos estes segundos de atraso em uma fila de centenas de carros, e voilá! Demora-se uma hora pra percorrer um caminho que o Google Maps JURA que pode ser feito em vinte minutos.

Os radares devem ser muito sacanas... os cornos estão numa via de 120 Km/h, mas parece que só podem passar à metade disso.¬¬


Em suma: cuidem bem das suas mulheres em casa. Não saiam para descontar suas frustrações no trânsito...