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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A parábola do t*ba

Os órgãos do corpo discutiam entre si quem deveria ser o chefe, e coordenar os outros órgãos.

Coração: - Obviamente, eu deveria ser o líder. Afinal, além de ser o órgão dos sentimentos, ainda sou responsável por bombear o sangue da vida para todos vocês. Sem mim, vocês morreriam de inanição!

Pulmões: - De que adianta bombear o sangue se não tiver oxigênio? Eu que purifico o sangue gasto que você me manda!

Fígado: - Meu caro camarada pulmão: você é responsável por purificar apenas uma coisa, o gás carbônico. Já eu, sou a maior glândula do organismos, purifico todo o resto do sangue de todo tipo de impureza que vocês, órgãos poluidores, acabam por produzir em suas infindáveis funções, além de produzir muitas substâncias digestivas...

Estômago: - Apenas algumas substâncias! A maioria dela sou eu e meu vice, o Sr. Intestino que produzimos, devendo ser, assim, os chefes, pois sem a alimentação os órgãos não teriam matéria-prima para recompor suas perdas diárias, nem energia para funcionarem...

Cérebro: - Pessoal, sejamos mais práticos e menos prolixos. Obviamente que o organismo precisa de um órgão capaz de organizar (sic) e coordenar todos os outros. Eu me apresento como o melhor candidato, porque já tenho experiência na área...

E assim a discussão se arrastava, cada órgão tentava convencer os outros de sua importância e capacidade de liderança. A contenda já ia larga, com uma certa tendência a elegerem o cérebro como chefe, quando o furico, vulgo toba, resolveu perguntar timidamente:

- Mas e eu? Por que também não posso me candidatar?

Foi um fiasco. Os órgãos gargalharam diante daquela inusitada proposta, ridicularizando o pobre toba. O nariz comentou o quanto ele era fedido, os olhos remarcavam da audácia daquele órgão tão feio em sequer se dirigir aos outros...

O toba se enfezou! Fechou-se, e por duas semanas ele se recusou a funcionar. O corpo sentiu as consequências: os pulmões arfavam, o coração trabalhava acelerado, o intestino estava sobrecarregado. Os olhos estavam vesgos, as mãos tremiam, o fígado já ia ficando verde, o cérebro estava em febre.

Fizeram uma reunião de emergência e, em caráter de urgência, resolveram que permitiriam que o toba fosse o chefe, desde que ele saísse do caminho e os deixasse trabalhar em paz. Assim, o toba voltou a funcionar, e os órgãos respiraram aliviados (menos o nariz, que continuou torcido).

MORAL DA HISTÓRIA: pra ser chefe, não é preciso coração ou cérebro. Basta ser um cuzão, fazer um monte de merda e deixar os outros trabalharem em paz.

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