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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Hábitos vardomiros

Hábitos são intrigantes.

São absolutamente necessários dentro da psicologia humana, que, aparentemente, precisa da segurança da rotina pra ter forças para lidar com os imprevistos. Eu mesmo, desatencioso como sou, sobrevivo graças aos hábitos. Por exemplo, só acho as chaves do carro porque tenho o costume de deixá-la sempre no mesmo lugar. Se eu dependesse de lembrar onde eu deixei a chave, cada vez que precisasse sair com o automóvel, teria que calcular uma horinha de antecedência. (acontece quando esqueço de tirar a chave do bolso da calça...)

Muitas vezes temos hábitos estranhos, que foram adquiridos por algum motivo que fazia sentido à época, mas seria complicada de se explicar a razão da sua manutenção por tempos após a sua utilidade ter se esvaído.

Quando eu era moleque, costumava levar um pacote de bolachas a caminho de qualquer lugar: se eu comesse concomitantemente à caminhada, otimizaria o meu tempo. Só que, nessa época, comer um pacote inteiro de biscoitos recheados era ficha. Comia sem nem perceber. Hoje, meu paladar não suporta aquela carga de açúcar de uma só tacada.

Portanto, se você vir algum vardomiro no metrô, com um pacote de Bono de chocolate meiado e fechado meia-boca, com cara de que não sabe o que fazer com aquele trambolho, grande chance de que seja eu.

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