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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Reflexões sobre um corte de cabelos

- A cabelereira decotada nunca está livre. Só no dia em que estou usando óculos ao invés das lentes de contato.

- Tenho quase onze graus de miopia. Além de não enxergar nada, sem óculos eu também fico meio surdo.

- Por causa disso, a cabelereira precisa repetir sempre duas vezes qualquer pergunta que ela faça: na primeira eu não percebo que é comigo que ela está falando, a segunda eu não escuto, e na terceira ela geralmente perde a paciência e fala alto e pausado.

- Eu sempre fico apreensivo quando vão cortar a costeleta. Eles usam uma navalha, e aquele trem afiado tão perto do meu olho me dá neuvoso. Tenso.

- Embora não entenda direito o que a cabelereira fala, ainda assim consigo perceber o quanto os atores da novela das sete interpretam mal, e o quanto o roteiro é ruim. Nessas horas dou graças pela existência da internet.

- Na hora da lavagem, torço pra ela só usar o shampoo. Primeiro, porque condicionador não vai adiantar de nada. E o mais importante: tenho certeza de que, se ficar com o pescoço por muito tempo naquele cabresto, meu sangue vai represar e vou sofrer uma isquemia cerebral.

- Eu nunca olho de verdade pro espelho que tá mostrando como está atrás. Estou programado pra balançar a cabeça afirmativamente e murmurar "hm-hmmm".

- Na hora de pagar, sempre levo nota grande. Geralmente a moça do caixa sai pra trocar o dinheiro. Motivo: fico sem-graça de catar uma mão de balinhas 7 Belo do pote se estiver alguém olhando.

P.S.: na porta do prédio, vi que tinha uma balinha sobrando no fundo do bolso. :P

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