Pesquisar este blog

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Palhaço Stephen Hawking (mas sem o cérebro)

Uma das coisas que mais me intriga é o comportamento humano. Não o da humanidade ao longo da História, mas os pequenos comportamentos, as idiossincrasias diárias que observamos nos mais diversos locais.

Como antissocial convicto, muitas das coisas que caem no meu conhecimento vêm da net. Desde 2004 participo de uma comunidade do Orkut (lembra? Aquele ambiente virtual onde as pessoas construíam perfis e participavam de fóruns de discussão dos mais variados assuntos, antes de surgir o Facebook... :P) chamada Elas Perguntam, Eles Respondem (e sua contraparte, Eles Perguntam, Elas Respondem), mais conhecida(s) como EPER. Lá conheci muita gente, e já fui do arrogante doutrinador ao pacífico opinador, passando pelo Sr. Saraiva em diversas ocasiões.

Como é uma comunidade que discute principalmente sexo e relacionamentos, muitas vezes as pessoas se sentem mais íntimas ao adicionarem outras da comunidade. Afinal de contas, muitas vezes dá pra traçar um perfil da pessoa observando as respostas dela aos mais variados temas.

Entretanto, minha intenção não é resenhar a comunidade, apenas explicar onde conheci esta moça. A situação sobre a qual vou escrever pode parecer um pouco recortada, mas ela foi passada ao longo de vários dias de conversa, na qual ela ia comentando sobre um casinho que ela estava cultivando.

**obs.: espero que as moças do HTP me concedam uma permissão pra usar, de leve, o jargão do blog delas, que é muito propício pra este tipo de situação.

A moça em questão (vamos chamá-la Poliana) conheceu um palhacinho através do orkut. Dias depois, ela me adiciona, e passa a contar os detalhes da história à medida que eles vão ocorrendo. O cara mora na capital, e ela no litoral, não muito distante. Eles conversam sempre, ele se diz apaixonado por ela, pelas idéias dela, louco pra conhecê-lo, aquele papo básico que, na EPER, classificaríamos como ESQTC (ele só quer te comer). Até aí, morreu Neves.

O problema é que a moça se empolga com a história. Diz que, um mês antes de conhecê-lo, sonhou com ele, que era deficiente visual no sonho. Obviamente, ela contou isso a ele. Um porém: aparentemente, o moço está de viagem marcada para o exterior, por motivos de saúde. Tudo muito vago e obscuro.

Passam-se os dias, ela me contata, puta da vida. O cara tinha namorada. Pois é. O bruto não se deu ao trabalho de esconder o perfil verdadeiro do Orkut, com status de relacionamento devidamente marcado "namorando" e fotos da dita. Então... quem já presenciou história assim, sabe os próximos capítulos: ele diz que não tá bem com a namorada, que tão praticamente largados, que tem dó da menina, blá blá blá whiskas sachê. Ela, obviamente, fica muito puta com a história, decide sair fora.

A próxima notícia que tenho é que, então, conheceram-se pessoalmente. É, "pulou fora", aham. No dia anterior, ela fica tão ansiosa que os hormônios se bagunçam (palavras dela) e ela menstrua bem no dia que marcaram de se conhecer. Mas o cara não se faz de rogado. Ao contrário dos muitos políticos por aí, leva a moça ao motel e a vira do avesso. Come de tudo que é jeito, faz sexo oral nela menstruada, beijo grego, o diabo. Detalhe: sem camisinha. ¬¬

Próximo diálogo: ela está nas nuvens. Nunca gozou tanto, chegou aos píncaros do Nirvana. Conta que, depois da segunda gozada da noite, ele a olha com lágrimas nos olhos, diz que ela é a prometida, blá blá blá whiskas sachê. Dormem felizes e ele perde a hora do ônibus, acaba tendo que esperar pra ir mais tarde. Tudo muito bonito.

É? Não sei. O cabra me saca uma história mais ou menos assim: ele tem uma doença ninja-maligna-do-mal-de-fúria-demoníaca-que-arde-no-fogo-do-inferno degenerativa, e só tem mais dois anos de vida! Segundo ele, é a mesma doença do Stephen Hawking (!) (que, até onde eu saiba, está vivo até hoje). E que a tal viagem para o exterior seria pra Israel, onde ficará incomunicável por dois meses, durante o tratamento. (!!)

Como soube disso? Num dos tópicos da comunidade, ela posta perguntando se havia algum risco de tê-lo beijado depois dele ter feito o tal beijo grego nela (pra quem não sabe, beijo grego é beijo no ânus).

Pois é, história confusa. Mas ela ficou tão encantada com o moleque que chegou a cogitar que, na verdade, a história da namorada era invenção dele (!!!), pra valorizar o passe (!!!!).

Olha, palmas pra esse cara... pra contar uma palhaçada dessas assim, na cara dura, e conseguir não rir da moça que acreditou, tem que ser o dono da fábrica de óleo de peroba.

Eu queria muito ter o histórico deste conversa salvo no computador, pra poder colar os trechos mais bizarros. Mas como era no bate-papo do próprio orkut, acho que não fica salvo no computador...


E, por favor: rezem pela menina.

1 comentários:

Comente! Invente! Faça o Fex mais contente!