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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Bem na fita

Estávamos eu e Douglas, na época do colegial (naquela época se chamava "colegial". :P). A aula acabou antes do horário normal. O ônibus só passaria dali a umas três horas, de modo que fomos tentar a sorte no trevo, pedindo carona.

Enquanto esperávamos, a cada carro que passava, comentávamos sobre as, digamos, experiências caronísticas, observações retiradas de alguns anos de balançamento de dedão na beira da estrada:

- Ih, é carro novo. Carro novo nunca pára.

- Mulher não dá carona, nem adianta.

- Ainda mais mulher bonita!

- Certeza que vai parar um carro tocando Zezé di Camargo no último volume!

- Ou então É O Tchan!

- É, nunca ouvem música boa, são sempre essas porcarias...

- Foda mesmo foi aquele dia da Variant... aquele que o motorista só tinha uma mão, a outra era uma prótese de madeira... o cara andava a 150 Km por hora, achei que o carro ia desmontar sozinho!

E assim conversávamos quando despontou um Ômega que, de longe, cheirava a novo. Acreditando nas nossas "máximas" sobre caronas, nem nos demos ao trabalho de acenar. Douglas estava meio de costas pra pista, girando a chave de casa no dedão.


E não é que o carro pára?!


Dentro, duas mulheres... e gatas! Bonitas mesmo, principalmente a motorista, cabelinho preto curto, pele bem clara e um belo par de olhos verdes que dava pra sacar do retrovisor.

No CD player (é... somos velhos! Hummm... pensando bem, acho que já nos tinha entregado no "colegial"...), o álbum Barcelona, com Freddy Mercury e Montserrat Cabaret.

Chegamos a Itaú (não o banco, a cidade onde morávamos), nos olhamos surpresos... tentando decifrar o mistério da Giradinha da Chave no Dedão. Até que Douglas sentencia:

- Fex... tamo gostoso pra caralho!

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