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sábado, 6 de agosto de 2011

Chefe seboso


Já cheguei à conclusão de que, sem noção mesmo sou eu. Porque não perco a capacidade de me surpreender com certas situações que presencio, quase que diariamente.

Estava fazendo uma revisão do blog Homem é Tudo Palhaço, rachando o bico com as histórias bizarras - algumas são tão surreais que chego a pensar que foi ficção, que inventaram só pra aparecer no blog - e com vontade de escrever algo pra elas. Mas nada vinha à minha memória (narrar minhas próprias palhaçadas não rola, falta isenção. rs). Até que meu chefe me presenteou com esta pérola, com a qual inicio meu blog.

Antes, uma pequena descrição do meu chefe: fisicamente, ele parece o tio Fester da família Addams. Baixo, careca, meio gordinho. Exceto a cara: essa tá mais pro Pinguim, do Batman. No convívio, muitas vezes uma palavra me invade a mente quando ele está falando: "seboso". Como dizemos em Minas, um sujeitinho confiado. Manja aquele cara que te trata com mais intimidade do que realmente tem? Sabe aquelas pessoas que você espirra, e ele já quer te passar o telefone do homeopata dele, que é maravilhoso, resolveu o problema dele, etc, etc? Tudo quanto é menininha (tem muita estagiária no meu setor), ele cumprimenta com aqueles dois beijinhos loooongos... e costuma pendurar no telefone, fica 50 minutos falando e, quando você pergunta quem era, ele responde "ela queria falar é com o outro setor"?

Sim, ela. Quando o interlocutor é "ele", se não for o chefão, ele dispensa rapidinho.

Pois bem. Trabalhamos no almoxarifado central, distribuímos materiais para todos os setores, e cada setor tem um(a) responsável pelo pedido e recebimento. Um dia, a responsável por um dos setores (que não conheço, mas segundo colegas, é uma moça muito bonita) fez um pedido, que não poderia ser atendido na íntegra, devido a baixa no estoque. Procedimento padrão, ele liga pra ela pra saber qual a prioridade, dar uma negociada básica pra um atendimento parcial do pedido.

E lá tá aquela politicagem, nhemnhemnhém dos infernos, ela fazendo de durona nas concessões (pelo teor do que ele falava), quando, no meio das muitas frases naquele tom de voz... como direi... não sei palavra melhor, é seboso mesmo! No meio da frase, ele solta algo como "(...) que isso, chuchu, veja bem..."

Como minha mesa fica a menos de um metro da dele, imagino que ela tenha ficado muito brava, pois consegui ouvir claramente a voz dela vinda do fone: "Chuchu é a p*** que te pariu!!!"

Foi o tempo de catar um copinho de plástico e sair correndo. Ri no corredor mesmo. Como diríamos em Minas, "sê bão pra lá!"

Ah, o endereço do meu blog inspirador:

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