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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Vardomiro

Às vezes, quando eu chamo as pessoas de vardomiras, elas querem saber o que é isso. "Vardomiro" é meio como a Matrix, não dá pra explicar. Então vou dar um exemplo:

Ontem coloquei roupa pra lavar. Virei as camisas do avesso, procurei nos bolsos da bermuda pra ver se não havia algum papelzinho esquecido, coloquei o sabão em pó na gavetinha da máquina, um pouco de Lysoform pra desodorizar. Liguei a máquina, tudo certo.

Como já era tarde, parei os ciclos pra não incomodar os vizinhos. Só faltava colocar amaciante e depois enxaguar.

Hoje, fui religar a máquina e... tinha esquecido de fechar a gavetinha do sabão. Não só a roupa não lavou, como o sabão molhado virou um bloco, e eu tive um trabalhinho pra tirar aquela joça.

Isto é ser vardomiro!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ferlosofia

Mais ou menos um mês antes de começar o blog, eu tive a idéia pra um nome: Ferlosofando.

Infelizmente, já tinha sido pego. :(

A pior parte é que eu me achei um gênio por ter tido esta idéia. Achei mega-original. Bah.

Mas sacanagem mesmo foi a Ferlosofia. Essa não atualiza desde 2010!

Libera o nome aí, pô!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pleonasmo

Quando conto alguma história sobre algo muito bom que aconteceu a alguém, ou algo que a pessoa esperava há muito, quem não está acostumado geralmente estranha quando eu falo algo como "... aí fulano teve um pleonasmo...".

Tudo começa na época em que o Pasquale Cipro Neto fazia parte de uma campanha publicitária do Mc Donald's, em que interpelava os clientes da lanchonete com dicas de Português. Foi então que mudou o jingle de "Dois hambúrguers, alface, queijo, molho especial..." para "Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial..."

O Casseta & Planeta não deixou passar batido: criou o personagem Pasquale X-búrguer, interpretado pelo saudoso Bussunda, que estrelava as sátiras dos comerciais.

Num destes "comerciais", uma velhinha reclamava do desempenho do marido:

- Meu marido é um impotente brocha!

Ao que Pasquale intervinha:

- Minha senhora, veja bem: "impotente brocha" é um pleonasmo.

- Hein!? Pleonasmo!? Há mais de vinte anos que não tenho um pleonasmo... Mas é porque meu marido é um impotente brocha.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Grande Satã

Outro dia vi duas freiras na fila do Mc Donald's.

Achei estranha aquela cena, algo não ornava. É como ver um punk num chá de bebê, ou alguém de vestido de gala na praia.

Acho que os fundamentalistas me atingiram, e eu agora, no meu íntimo, associei o imperialismo norte-americano* ao mármore do inferno...

* Ultimamente, mais e mais meios têm utilizado o termo "estadunidense" ao invés de norte-americano ou americano. Isso demonstra que aquela máxima que minha mãe ensinou na infância - Não abaixe pra ninguém. Abaixou, nego monta. - é verdadeira em qualquer escala.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

TV Minuto

Olha, a programação do TV Minuto, que passa nos monitorezinhos do metrô, não é a coisa mais interessante do mundo, mas uma telinha com uma mensagem de erro do Windows já é sacanagem!

Será que é anti-propaganda subliminar da Apple?

E o pior nem é isso: tem gente assistindo à janelinha cinza com a cruzinha vermelha e o botão de OK!

Bom, mais interessante que Datena, isso há de ser...

Fique na mesma fila



Quem nunca passou por algo semelhante?..

Evolução

Eu tenho uma tese: o ser humano não é um animal pensante. É um animal potencialmente pensante.

E a probabilidade deste evento ocorrer na população é baixa.

Existem diversos indícios de que, embora tenhamos um comportamento muito complexo, pensar não é uma atividade absolutamente necessária para a sobrevivência em sociedade.

Se assim não fosse, não existiriam placas de trânsito com os dizeres "Obedeça à sinalização".


Nem usariam a frase mais inútil do mundo: "Você pode confiar em mim." :P

sábado, 20 de agosto de 2011

Não contavam com sua astúcia

Quando viajei para Argentina, descobri um fato desconsertante: Chapolim, no som original, não tem claque!!!

Estranhíssimo. Não dá pra saber a hora de rir.

Coçadinha

Às vezes minhas conversas com estranhos se estendem por um tempinho antes que eu perceba que eles estão falando no celular...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Saudosismo

Indo pra Mauá a trabalho, a rádio começa a tocar Because the Night. Eu penso: "Putz, essa é da minha época!"

Minha época sucks.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Reflexões sobre um corte de cabelos

- A cabelereira decotada nunca está livre. Só no dia em que estou usando óculos ao invés das lentes de contato.

- Tenho quase onze graus de miopia. Além de não enxergar nada, sem óculos eu também fico meio surdo.

- Por causa disso, a cabelereira precisa repetir sempre duas vezes qualquer pergunta que ela faça: na primeira eu não percebo que é comigo que ela está falando, a segunda eu não escuto, e na terceira ela geralmente perde a paciência e fala alto e pausado.

- Eu sempre fico apreensivo quando vão cortar a costeleta. Eles usam uma navalha, e aquele trem afiado tão perto do meu olho me dá neuvoso. Tenso.

- Embora não entenda direito o que a cabelereira fala, ainda assim consigo perceber o quanto os atores da novela das sete interpretam mal, e o quanto o roteiro é ruim. Nessas horas dou graças pela existência da internet.

- Na hora da lavagem, torço pra ela só usar o shampoo. Primeiro, porque condicionador não vai adiantar de nada. E o mais importante: tenho certeza de que, se ficar com o pescoço por muito tempo naquele cabresto, meu sangue vai represar e vou sofrer uma isquemia cerebral.

- Eu nunca olho de verdade pro espelho que tá mostrando como está atrás. Estou programado pra balançar a cabeça afirmativamente e murmurar "hm-hmmm".

- Na hora de pagar, sempre levo nota grande. Geralmente a moça do caixa sai pra trocar o dinheiro. Motivo: fico sem-graça de catar uma mão de balinhas 7 Belo do pote se estiver alguém olhando.

P.S.: na porta do prédio, vi que tinha uma balinha sobrando no fundo do bolso. :P

Matuto

Metrô, sete e pouco da noite.

Um cara tira o tênis e começa a coçar entre os dedos do pé.

...

Tá bom, tá bom! ... era eu!

Laranja madura na beira da estrada...

Sabe o que faz da adolescência uma fase ainda mais difícil de passar? É que é quando você mais convive com adolescentes.

O episódio da maior vergonha que me lembro ter passado na vida aconteceu quando estava na sétima série. Tinha trocado de turma recentemente, e começado a estudar na cidade vizinha, Passos. Na época, a faculdade local (então FESP, atual UEMG) tinha turmas do 1º grau, embora fossem pequenas: minha classe tinha apenas 12 alunos. E dois deles eram mais velhos. Os chamados repetentes (figura que foi erradicada pelo programa impeditivo de reprovação do governo FHC).

E eu mesmo era um ano mais novo que o resto da turma.

Eu sou um nerd típico em quase todos os detalhes. O mais característico deles sendo a habilidade em lidar com mulheres. Até hoje, que dirá na sétima série.

Uma dia, Waguinho (um dos repetentes) me entrega uma carta, dada a ele por alguém chamado Samantha. Ele disse que a tal menina me observava de longe, mas não tinha coragem de se revelar, e resolveu me escrever e pedir pra que ele me entregasse a tal epístola.

Eu cheguei a empatizar com a menina. Afinal, eu mesmo sou um tímido incorrigível. Gostei de ler as coisas que ela escrevia. Durante umas duas semanas, ela me escreveu umas quatro cartas. Na última, ela pedia que eu respondesse.

Utopista como era, nem cheguei a considerar que a tal Samantha podia muito bem ser uma baranga caolha de perna peluda, coisa que o meu atual cinismo não permitiria passar batido. Agarrando-me ao estereótipo imaginado, escrevi uma resposta toda romântica e rebuscada, em que a encorajava a vir me conhecer, pois, já pelas cartas, já podia entrever que gostaria dela.

Ha. Passada a hora do intervalo, entro na sala e percebo que todos me olham e riem, uns contidos, outros abertamente mesmo. Procuro na minha roupa, nos óculos, no rosto, qualquer coisa que pudesse estar causando este efeito... viro-me, e dou de cara com ela!

A minha carta, pregada na porta, com um "OTÁRIO" escrito a canetinha hidrográfica, em letras garrafais!

Não havia Samantha nenhuma! As cartas tinham todas sido escritas pelo próprio Wagner, junto com o Júnior, o outro repetente.

Nem sei como tive coragem de voltar novamente àquela classe pelo resto do ano. Durante muito tempo, tive tanta vergonha dessa história que, ao contá-la, mudava o final, dizendo que eu tinha reconhecido a letra da carta no caderno do Waguinho antes e, ao responder, escrevi dizendo como ELE era o otário.

Eu concordo com o pessoal do Obrigado Esparro: adolescente deveria ser cimentado dentro de uma caverna com víveres aos 14 e ser libertado somente aos 25! Ô, raça.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Embriologia de terror

Na faculdade de Biologia, toda a parte de sexualidade e reprodução são vistas na disciplina de Embriologia. Tínhamos um professor muito bom na matéria, o Ivan.

Em uma aula, ele explicava sobre os riscos das injeções penianas de prostaglandina e outras alternativas para a impotência. Detalhe: era ainda a era pré-Viagra.

- (...) por exemplo, há o caso deste menino no Mato Grosso, que usou uma injeção dessas e teve uma ereção de 16 horas.

Expressões de espanto e risinhos na turma.

- Só espero que ele tenha aproveitado bem essas 16 horas, porque o sangue represado cortou a circulação e causou gangrena. No fim, ele teve que amputar, pra evitar que a necrose se espalhasse.

Olhos arregalados dos alunos, murmúrios de dor imaginada dos membros do sexo masculino.

- É, fazer o que?... Tem sua graça.

PABX

Sabe aquelas cenas de filmes ou desenhos animados, em que, pra demonstrar que alguém está muito ocupado no escritório, um fulano fala ao mesmo tempo em três telefones, enquanto procura um papel com uma mão e digita no computador com a outra?

Meu chefe faz isso. De verdade. ¬¬

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Misticismo

A caminho do trabalho...



E assim começa mais uma terça-feira.

Ônibus paulistanos

Tenho uma proposta inovadora pra prefeitura de São Paulo: para a seleção de motoristas de ônibus, o contrato com a cessionária deveria ter uma cláusula, EM LETRAS GARRAFAIS, que os obrigasse a saber dirigir.


Outra idéia: incluir no passe um mini-seguro de vida que protegesse o passageiro durante a viagem.


Do jeito que está a coisa, campanha pra utilização do transporte público não é nem otimismo, é incitação ao crime.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Shanya?

Quem convive comigo sabe que costumo usar alguns termos e expressões, como direi, pouco ortodoxos. Uma delas se refere a um nome coloquial para a vagina: xanaia.

Um dia estávamos eu e Douglas de bobeira, quando passam Anderson e Juarez. Anderson tem alguns gostos musicais... diferenciados, por assim dizer. Juarez (ou Juninho, como era mais conhecido), por sua vez, tinha Sky em casa. Na época, TV por assinatura era algo bem menos difundido. E os adolescentes ouviam falar de um mítico canal adulto, onde passavam filmes eróticos 24 horas por dia...

Paramos pra conversar, e Anderson nos faz um convite:

- Vai passar um show da Shanya na TV hoje, vamos assistir lá na casa do Juninho. Vocês não querem ir?

Como estávamos no cúmulo do atoísmo, fomos. Detalhe: a casa do Juarez era na pqp.

Ficamos lá falando potoca até que chegou a hora do show. Tocaram uma, duas, três músicas... passados uns quinze minutos de show, Douglas pergunta:

- Essa mulher vai tirar a roupa não?

Anderson fica surpreso:

- Não, uai! Tá doido?
- Uai, falaram que ia ter xanaia, por isso que subi isso tudo! Pra ver xanaia!

- Não, fi, é SHANYA, é o nome dessa cantora...

- Ah, é só isso? Só ficar vendo essa mulher cantando essas músicas ruins? Não, tenho mais o que fazer (sic), vou embora!

E, de fato, ele se levantou e foi-se.

sábado, 13 de agosto de 2011

...me guarde e me queira de volta pro meu lugar.

Vim pra Itaú (MG) pro batismo do meu sobrinho. Apesar de gostar de vir, pois minha família está toda aqui, não gosto muito da cidade, devo confessar. Sempre achei o povo daqui, no geral, meio escroto. Sabe, mora no fim do mundo, mas se acha o rei da cocada preta? Então.

Hoje, ao ir à padaria comprar uns víveres pros parentes que estão na casa da minha mãe, tive um pensamento maldoso.

Tanque cheio com etanol: R$ 82,00
Pedágios: ~R$ 45,00
Lanchinho com salgado e refri no posto na beira da estrada: R$ 7,00
Ver as gatinhas esnobes da sua adolescência embarangadas e te cumprimentando pela primeira vez na rua: NÃO TEM PREÇO.

E olha que meu cartão de crédito é VISA... rs

(ei, eu avisei que era maldoso...)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Hawking ou Pantaleão?

Veja o início desta história aqui e aqui.

Mais um capítulo da novela da Poliana (a essa altura, dá pra entender a razão deste pseudônimo, né? Poderia muito bem ser Velhinha de Taubaté...).

Uma coisa preciso admitir: tem alguém muito criativo por trás desta conversa. E não sou eu!

Pois bem, a menina me aborda toda feliz, dizendo ter descobrido a "verdadeira doença" do rapaz: pseudolalia.

Pra quem não sabe, pseudolalia é um distúrbio psiquiátrico em que a pessoa conta mentiras grandiosas e acredita nelas.

Como o caso do Mun-Rá, que conseguia tirar 80 litros de leite de uma única vaca, mesmo tendo uma das mãos paralisadas, e que mandou trocar o helicóptero da família por um modelo azul, pois o verde estava sendo confundido com a aeronave da CEMIG (!).

(Confesso que guardo uma dose extra de ceticismo para doenças psiquiátricas. Hoje, pra toda aflição humana há um diagnóstico. Tá triste? Depressão. Tá bravo? Histeria ou Transtorno Bipolar. Tem uma mania? Transtorno Obsessivo-Compulsivo. O homem moderno acha que dá pra resolver todas as questões existenciais com uma pílula)

Pois bem, o dito tem a tal doença. Coitadinho, tão fofo, né? É doentinho, o pobre, por isso tantas mentiras...

Pergunto como ela ficou sabendo, ela me responde que Janaína (o espírito zombeteiro) é que diagnosticou, com base no conjunto da obra até então escrita pelo dito.

Neste momento, bate uma dúvida (cínica): Jana seria um espírito de luz, algo como um anjo da guarda, ou um espírito de uma pessoa já falecida? Ela me esclarece que Jana morreu na década de 70, no parto, e que era psiquiatra em vida. Conveniente,né? Provavelmente era uma médica ninja, já que dá consulta pelo MSN alheio.

Ah, bom. Ufa. Temos uma opinião profissional envolvida. Ainda bem que Jana já morreu, ou teria um sério desgosto quando sua licença médica fosse cassada...

Duvido é que os planos de saúde fiquem felizes de saber que médicos incorpóreos andam acompanhando pessoas e consultando de graça por aí!

Paquera

Você curte ser paquerado? Fica se sentindo bem quando acontece?

Hoje fui paquerado ostensivamente no ônibus.

Pena que por um travesti. :P

Bem na fita

Estávamos eu e Douglas, na época do colegial (naquela época se chamava "colegial". :P). A aula acabou antes do horário normal. O ônibus só passaria dali a umas três horas, de modo que fomos tentar a sorte no trevo, pedindo carona.

Enquanto esperávamos, a cada carro que passava, comentávamos sobre as, digamos, experiências caronísticas, observações retiradas de alguns anos de balançamento de dedão na beira da estrada:

- Ih, é carro novo. Carro novo nunca pára.

- Mulher não dá carona, nem adianta.

- Ainda mais mulher bonita!

- Certeza que vai parar um carro tocando Zezé di Camargo no último volume!

- Ou então É O Tchan!

- É, nunca ouvem música boa, são sempre essas porcarias...

- Foda mesmo foi aquele dia da Variant... aquele que o motorista só tinha uma mão, a outra era uma prótese de madeira... o cara andava a 150 Km por hora, achei que o carro ia desmontar sozinho!

E assim conversávamos quando despontou um Ômega que, de longe, cheirava a novo. Acreditando nas nossas "máximas" sobre caronas, nem nos demos ao trabalho de acenar. Douglas estava meio de costas pra pista, girando a chave de casa no dedão.


E não é que o carro pára?!


Dentro, duas mulheres... e gatas! Bonitas mesmo, principalmente a motorista, cabelinho preto curto, pele bem clara e um belo par de olhos verdes que dava pra sacar do retrovisor.

No CD player (é... somos velhos! Hummm... pensando bem, acho que já nos tinha entregado no "colegial"...), o álbum Barcelona, com Freddy Mercury e Montserrat Cabaret.

Chegamos a Itaú (não o banco, a cidade onde morávamos), nos olhamos surpresos... tentando decifrar o mistério da Giradinha da Chave no Dedão. Até que Douglas sentencia:

- Fex... tamo gostoso pra caralho!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Stephen made in Taiwan vai a Guarulhos... a pé.

Veja o início desta história aqui.

Gosto de frases feitas e citações. Sou um admirador de idéias, e também da forma com que estas idéias se propagam.

Uma das que eu marquei é a seguinte: “Nunca duvide da inteligência humana, embora esta seja limitada; e menos ainda da estupidez, pois esta não tem limites.”

Achei que a saga do Stephen Hawking migué havia acabado... minto. Achei que iria ouvir mais umas reclamações do sumiço, e a coisa se resolveria num tópico da EPER perguntando por que ele fez todas estas coisas.

Mas errei feio. Ontem “ele” nos brindou com mais algumas pérolas. Entre aspas, pois já estou pensando que ele não existe, e que a tal mina ta é me trollando. Rs

Estava na internet, a Poliana me aborda do bate-papo do orkut. E a história se segue: ela conversou com a irmã do cara (!). De alguma maneira, ele passou um endereço do messenger, supostamente da irmã do cara. A tal irmã, falando diretamente de Tel Aviv (?), diz que eles são uma família de israelitas (!!) judeus ortodoxos (!!!), mas que ele nunca conta isso pra ninguém. Questiono se o português do cara era impecável, ela diz que sim, que ele fala mais dois idiomas: hebraico e inglês britânico (!!!!).

Na conversa a “irmã” confirma a tal da esclerose amiotrófica lateral, diz que desde que ele recebeu o diagnóstico, anda fazendo coisas bizarras.

Nesse instante, o relato fica (ainda mais) estranho. Ela diz que ele foi da Praia Grande até Cumbica (onde embarcaria pra Israel) a pé! É, isso mesmo, mais ou menos cem quilômetros de caminhada em plena Imigrantes. Presumo que ela tenha descoberto isso no decorrer da conversa com a “irmã”, pois ela disse que chorou e já estava quase chamando a polícia (!), quando soube que ele estava no aeroporto.

Bizarro? Pois é, tem mais.

Esse tipo de conversa costuma me cansar. Porque eu não sou idiota. Ou essa menina tem algum retardo, ou então ela tá me zuando.  Como sou eu que está dando corda, então não importa, mas não perco qualquer tempo extra. Fui tomar banho. Na volta, ela vem com notícias fresquinhas.

Diz que descobriu, através de uma “formiguinha” (sic), que a história da doença é mentira (jura?!?). Que o rapaz é carente, e que inventa estas histórias pra chamar a atenção (sei...). Na verdade, a “irmã” dele era ele mesmo (não diga!!) em outro messenger. Mas algumas informações são verdadeiras: não há Cida (hein?? Ah, Cida é a namorada), a namorada dele é ela mesmo, e ele está apaixonado de verdade. Ah: a família compra as mentiras do pobre também...

Ela tenta fazer um mistério sobre a identidade da tal Formiguinha. Pensei que pudesse ser algum perfil conhecido da EPER. De qualquer forma, minha curiosidade se restringe a coisas de utilidade ou interesse. Nem quis saber quem era a Formiguinha, mas continuei caçoando de toda essa mentirada.
A melhor maneira de você convencer a te contar um segredo é não estar interessado nele. Ela resolve me contar quem é a “Formiguinha” que tinha tantas informações: era Janaína, a MENTORA ESPIRITUAL dela.

Parece roteiro de filme do Casseta & Planeta, né?

Fico na dúvida: como assim, “mentora espiritual”? É uma guru que lhe dá orientações, ou é realmente um espírito zombeteiro? Pergunta idiota: é lógico que é um espírito, uma alma de luz que a acompanha, e que sabe tudo sobre passado, presente e futuro. Questiono a razão de ela não a ter avisado até então, ela diz que esqueceu de perguntar.

E, segundo consta, a espírito é meio perva, que estava lá no motel enquanto eles transavam, e dizia coisas como “come ele”, ou “faz direitinho, ele merece”. Pois é, espírito voyeur. Ela ainda ressalvou que o moleque era inexperiente sexualmente, por isso que brochava ao colocar a camisinha. Obviamente que ela não entende meu comentário do mau sinal que é isto: se o cara amolece ao emborrachar, é sinal de que não tem o hábito de usar a dita. E ela preocupada com infecção por E. coli do beijo grego!

Bom, deixo pra vocês as seguintes considerações.

a) ela é esquizofrênica, precisa de tratamento urgente. Um PC na mão dessa menina é uma arma!

b) ele simplesmente tem namorada e uma mente muito fértil.

c) ela está me trollando grandão!

d) meu tempo não anda valendo lá essas coisas...

e) todas as anteriores

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Palhaço Stephen Hawking (mas sem o cérebro)

Uma das coisas que mais me intriga é o comportamento humano. Não o da humanidade ao longo da História, mas os pequenos comportamentos, as idiossincrasias diárias que observamos nos mais diversos locais.

Como antissocial convicto, muitas das coisas que caem no meu conhecimento vêm da net. Desde 2004 participo de uma comunidade do Orkut (lembra? Aquele ambiente virtual onde as pessoas construíam perfis e participavam de fóruns de discussão dos mais variados assuntos, antes de surgir o Facebook... :P) chamada Elas Perguntam, Eles Respondem (e sua contraparte, Eles Perguntam, Elas Respondem), mais conhecida(s) como EPER. Lá conheci muita gente, e já fui do arrogante doutrinador ao pacífico opinador, passando pelo Sr. Saraiva em diversas ocasiões.

Como é uma comunidade que discute principalmente sexo e relacionamentos, muitas vezes as pessoas se sentem mais íntimas ao adicionarem outras da comunidade. Afinal de contas, muitas vezes dá pra traçar um perfil da pessoa observando as respostas dela aos mais variados temas.

Entretanto, minha intenção não é resenhar a comunidade, apenas explicar onde conheci esta moça. A situação sobre a qual vou escrever pode parecer um pouco recortada, mas ela foi passada ao longo de vários dias de conversa, na qual ela ia comentando sobre um casinho que ela estava cultivando.

**obs.: espero que as moças do HTP me concedam uma permissão pra usar, de leve, o jargão do blog delas, que é muito propício pra este tipo de situação.

A moça em questão (vamos chamá-la Poliana) conheceu um palhacinho através do orkut. Dias depois, ela me adiciona, e passa a contar os detalhes da história à medida que eles vão ocorrendo. O cara mora na capital, e ela no litoral, não muito distante. Eles conversam sempre, ele se diz apaixonado por ela, pelas idéias dela, louco pra conhecê-lo, aquele papo básico que, na EPER, classificaríamos como ESQTC (ele só quer te comer). Até aí, morreu Neves.

O problema é que a moça se empolga com a história. Diz que, um mês antes de conhecê-lo, sonhou com ele, que era deficiente visual no sonho. Obviamente, ela contou isso a ele. Um porém: aparentemente, o moço está de viagem marcada para o exterior, por motivos de saúde. Tudo muito vago e obscuro.

Passam-se os dias, ela me contata, puta da vida. O cara tinha namorada. Pois é. O bruto não se deu ao trabalho de esconder o perfil verdadeiro do Orkut, com status de relacionamento devidamente marcado "namorando" e fotos da dita. Então... quem já presenciou história assim, sabe os próximos capítulos: ele diz que não tá bem com a namorada, que tão praticamente largados, que tem dó da menina, blá blá blá whiskas sachê. Ela, obviamente, fica muito puta com a história, decide sair fora.

A próxima notícia que tenho é que, então, conheceram-se pessoalmente. É, "pulou fora", aham. No dia anterior, ela fica tão ansiosa que os hormônios se bagunçam (palavras dela) e ela menstrua bem no dia que marcaram de se conhecer. Mas o cara não se faz de rogado. Ao contrário dos muitos políticos por aí, leva a moça ao motel e a vira do avesso. Come de tudo que é jeito, faz sexo oral nela menstruada, beijo grego, o diabo. Detalhe: sem camisinha. ¬¬

Próximo diálogo: ela está nas nuvens. Nunca gozou tanto, chegou aos píncaros do Nirvana. Conta que, depois da segunda gozada da noite, ele a olha com lágrimas nos olhos, diz que ela é a prometida, blá blá blá whiskas sachê. Dormem felizes e ele perde a hora do ônibus, acaba tendo que esperar pra ir mais tarde. Tudo muito bonito.

É? Não sei. O cabra me saca uma história mais ou menos assim: ele tem uma doença ninja-maligna-do-mal-de-fúria-demoníaca-que-arde-no-fogo-do-inferno degenerativa, e só tem mais dois anos de vida! Segundo ele, é a mesma doença do Stephen Hawking (!) (que, até onde eu saiba, está vivo até hoje). E que a tal viagem para o exterior seria pra Israel, onde ficará incomunicável por dois meses, durante o tratamento. (!!)

Como soube disso? Num dos tópicos da comunidade, ela posta perguntando se havia algum risco de tê-lo beijado depois dele ter feito o tal beijo grego nela (pra quem não sabe, beijo grego é beijo no ânus).

Pois é, história confusa. Mas ela ficou tão encantada com o moleque que chegou a cogitar que, na verdade, a história da namorada era invenção dele (!!!), pra valorizar o passe (!!!!).

Olha, palmas pra esse cara... pra contar uma palhaçada dessas assim, na cara dura, e conseguir não rir da moça que acreditou, tem que ser o dono da fábrica de óleo de peroba.

Eu queria muito ter o histórico deste conversa salvo no computador, pra poder colar os trechos mais bizarros. Mas como era no bate-papo do próprio orkut, acho que não fica salvo no computador...


E, por favor: rezem pela menina.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pobre é uma desgraça...

Tava há pouco tentando espremer o resto de shampoo (não gosto do aportuguesamento desta palavra). Pobre total. Você pode tirar o cara de Itaú, mas não pode tirar o Itaú do cara.

Daí, lembrei de uma passagem, já antiga.

Estávamos a turma de bobeira, um bando de adolescentes, quando passa um cara num Audi A4. O pessoal olha admirado, e tals, até que começam a elucubrar sobre as possibilidades. Sabe como é, acho que todo moleque quer ter um carrão pra "pegar muita mulher".



Nessa o Gian (de Giancarlo, não é Jean não) manda:


- Imagina nós no carrão. Mulherada, solzão, isopor cheio de Skol geladinha, indo pro clube...

Na minha caxiice já ia falar que eu não entrava em carro em que o motorista estava bêbado, quando o "finado" Éder interrompeu.

- Aê! Por isso que não gosto de conversar com pobre. Pobre é uma desgraça, não sabe nem sonhar! Isopor? FRIGOBAR, fião. Já que tá sonhando, sonha direito!

sábado, 6 de agosto de 2011

Stay in yours.

Ontem, como é de costume, fui pagar o almoço, sempre peço um chocolatinho Alpino de sobremesa no caixa. Como tem uma estagiária muito legal no trabalho, de vez em quando a gente (eu, ou algum dos meus colegas) leva um chocolate pra ela também, e ontem foi um destes dias.

Segurando a coca de 600 mL meiada numa das mãos, a carteira com a comanda na outra, peço os chocolates, o cara me entrega. Seguro um enquanto passo o cartão pra ele, e coloco o outro no bolso da frente.

Ele me manda essa: 

- Não coloca no bolso. Vai esquentar e derreter.

E eu achando que tinha comprado um chocolate, na verdade eu tinha só arrendado, com especificações contratuais do que eu poderia fazer ou não com ele...

Chefe seboso


Já cheguei à conclusão de que, sem noção mesmo sou eu. Porque não perco a capacidade de me surpreender com certas situações que presencio, quase que diariamente.

Estava fazendo uma revisão do blog Homem é Tudo Palhaço, rachando o bico com as histórias bizarras - algumas são tão surreais que chego a pensar que foi ficção, que inventaram só pra aparecer no blog - e com vontade de escrever algo pra elas. Mas nada vinha à minha memória (narrar minhas próprias palhaçadas não rola, falta isenção. rs). Até que meu chefe me presenteou com esta pérola, com a qual inicio meu blog.

Antes, uma pequena descrição do meu chefe: fisicamente, ele parece o tio Fester da família Addams. Baixo, careca, meio gordinho. Exceto a cara: essa tá mais pro Pinguim, do Batman. No convívio, muitas vezes uma palavra me invade a mente quando ele está falando: "seboso". Como dizemos em Minas, um sujeitinho confiado. Manja aquele cara que te trata com mais intimidade do que realmente tem? Sabe aquelas pessoas que você espirra, e ele já quer te passar o telefone do homeopata dele, que é maravilhoso, resolveu o problema dele, etc, etc? Tudo quanto é menininha (tem muita estagiária no meu setor), ele cumprimenta com aqueles dois beijinhos loooongos... e costuma pendurar no telefone, fica 50 minutos falando e, quando você pergunta quem era, ele responde "ela queria falar é com o outro setor"?

Sim, ela. Quando o interlocutor é "ele", se não for o chefão, ele dispensa rapidinho.

Pois bem. Trabalhamos no almoxarifado central, distribuímos materiais para todos os setores, e cada setor tem um(a) responsável pelo pedido e recebimento. Um dia, a responsável por um dos setores (que não conheço, mas segundo colegas, é uma moça muito bonita) fez um pedido, que não poderia ser atendido na íntegra, devido a baixa no estoque. Procedimento padrão, ele liga pra ela pra saber qual a prioridade, dar uma negociada básica pra um atendimento parcial do pedido.

E lá tá aquela politicagem, nhemnhemnhém dos infernos, ela fazendo de durona nas concessões (pelo teor do que ele falava), quando, no meio das muitas frases naquele tom de voz... como direi... não sei palavra melhor, é seboso mesmo! No meio da frase, ele solta algo como "(...) que isso, chuchu, veja bem..."

Como minha mesa fica a menos de um metro da dele, imagino que ela tenha ficado muito brava, pois consegui ouvir claramente a voz dela vinda do fone: "Chuchu é a p*** que te pariu!!!"

Foi o tempo de catar um copinho de plástico e sair correndo. Ri no corredor mesmo. Como diríamos em Minas, "sê bão pra lá!"

Ah, o endereço do meu blog inspirador: